Longe dos estúdios fechados e da produção convencional, o cantor sul-mato-grossense Maringa Borgert escolheu a natureza como cenário e essência de seu mais novo projeto. Lançado na última sexta-feira, o álbum audiovisual “No Rastro das Três Marias” foi gravado ao vivo às margens do Rio Sucuriú, em Três Lagoas, e reúne 15 faixas marcadas pela conexão com o território e pela força simbólica da paisagem.
O trabalho dá sequência a um projeto iniciado no ano anterior e amplia a proposta artística do músico, que mistura influências regionais com elementos de diferentes tradições musicais brasileiras. Na sonoridade, convivem referências do Pantanal, ritmos de fronteira, nuances nordestinas e a sensibilidade da música mineira, em uma construção que dialoga com nomes como Almir Sater, Renato Teixeira e Luiz Gonzaga.
O projeto também se apoia em parcerias construídas ao longo da trajetória do artista. Participam do álbum nomes como Bial Cavalcanti, Nilo Carvalho, Françoise Soares, Kuga Borba e Francis Rosa, reforçando o caráter coletivo da obra.
Entre as canções, uma das mais pessoais é “Olhar para as Formigas”, que resgata memórias da infância do artista no Paraná. A música revisita cenas simples, como o tempo dedicado a observar formigas no quintal, e transforma essas lembranças em narrativa sobre afeto, saudade e permanência.

Bastidores marcados por superação
A gravação do projeto não aconteceu sem imprevistos. De acordo com o produtor musical Marcus Cabanha, a equipe enfrentou chuva pouco antes do início das filmagens, o que exigiu desmontagem e reorganização da estrutura em tempo reduzido.
Apesar das dificuldades, o espetáculo foi realizado. O pôr do sol deu lugar à noite, e a constelação das Três Marias — que inspira o nome do álbum — apareceu no céu, reforçando o simbolismo do projeto, associado à ideia de caminho, orientação e travessia.
Disponível nas principais plataformas digitais, como YouTube, Spotify e Deezer, o novo trabalho consolida Maringa Borgert como um artista que traduz o ambiente em música, conectando identidade regional e expressão contemporânea em um mesmo palco.
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