O Bioparque Pantanal, um dos principais atrativos turísticos e científicos de Mato Grosso do Sul, suspendeu temporariamente a visitação pública no dia 1º de janeiro. A interrupção, segundo a administração do espaço, faz parte de um cronograma anual de manutenções técnicas indispensáveis ao funcionamento do complexo.
Durante a primeira semana do ano, equipes especializadas concentram esforços em ajustes estruturais, reparos nos tanques e manutenção predial, ações consideradas fundamentais para garantir o bem-estar dos animais e a segurança dos visitantes. A previsão oficial é de que o aquário reabra ao público na próxima quinta-feira, dia 8, conforme informado nos canais institucionais do Bioparque.
Desde que foi inaugurado, em março de 2022, o Bioparque Pantanal se consolidou como referência nacional e internacional. Em pouco mais de três anos, o espaço já recebeu cerca de 1,4 milhão de visitantes, provenientes de todos os estados brasileiros e de 140 países, segundo dados do Governo de Mato Grosso do Sul. A média mensal de público gira em torno de 32,5 mil pessoas, o que representa aproximadamente 390 mil visitantes por ano.
Parte significativa desse fluxo é impulsionada pela realização de eventos corporativos e institucionais. Somente em 2025, o local sediou 115 convenções, reforçando seu papel como equipamento multiuso, além de turístico.
Maior aquário de água doce do mundo, o Bioparque também cumpre uma função educacional estratégica. Ao longo do último ano, estudantes de 360 escolas passaram pelo espaço, incluindo instituições de Campo Grande, do interior do Estado e de unidades da federação como Mato Grosso, São Paulo, Goiás e Paraná. Desde a inauguração, mais de 90 mil alunos participaram de visitas pedagógicas.
No campo científico, o crescimento também é expressivo. O número de espécies mantidas no Bioparque aumentou ao longo de 2025, passando de 446 para 470, com a inclusão de 24 novas espécies. Atualmente, o complexo abriga mais de 45 mil animais.
O ano passado também entrou para a história da pesquisa científica desenvolvida no local. Em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), técnicos realizaram exames inéditos de ultrassonografia e tomografia em uma cachara, peixe típico do Pantanal. O procedimento foi concluído com sucesso, e o animal retornou ao seu tanque sem intercorrências.
Outro destaque foi o avanço nos programas de reprodução. Desde 2022, o Bioparque contabiliza 94 reproduções de peixes. Em 2025, o protagonismo ficou por conta do projeto Cascudos do Brasil, responsável pela reprodução de 23 espécies, incluindo três ameaçadas de extinção: Cascudo-Onça, Cascudo-Viola e Cascudo-Cego-das-Cavernas. No mesmo período, foram registradas 74 desovas de cascudos.
A estrutura física do Bioparque impressiona pelos números: são 21 mil metros quadrados de área construída e cerca de 5 milhões de litros de água distribuídos em 239 tanques. Destes, 31 são destinados à exposição, 168 à pesquisa, 38 à quarentena e um ao abastecimento geral.
Atualmente, o acervo reúne 458 espécies e soma 330 reproduções, incluindo seis de espécies ameaçadas de extinção. Do total, 27 reproduções foram inéditas para a ciência mundial e outras 15 registradas pela primeira vez no Brasil, consolidando o Bioparque Pantanal como um dos principais centros de conservação, educação ambiental e pesquisa científica do país.






