A mobilização intitulada “Caminhada da Liberdade”, liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), culminou em um ato político na Praça do Cruzeiro, em Brasília, neste domingo (25).
Após percorrer cerca de 240 quilômetros desde Minas Gerais, o parlamentar encerrou o trajeto com um discurso focado na exigência de investigações parlamentares e críticas severas à atual gestão federal e a membros do Judiciário.
O evento ocorreu sob um clima de tensão, horas após um raio atingir a área de concentração dos manifestantes, deixando mais de 70 pessoas feridas. Apesar do incidente, o ato prosseguiu com pautas que incluíam o pedido de anistia para os condenados pelos atos de 8 de janeiro e a defesa de maior transparência no uso de recursos públicos.
Durante sua fala, Nikolas Ferreira pressionou pela instalação das CPMIs (Comissões Parlamentares Mistas de Inquérito) do INSS e do Banco Master. O deputado direcionou críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), classificando-o como omisso por não abrir as investigações.
O parlamentar também questionou contratos envolvendo familiares de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e mencionou supostos privilégios de parentes do presidente Lula, citando o que chamou de "mesadinha" para o filho do mandatário. "O brasileiro paga impostos altos, mas os recursos são desviados de sua finalidade", afirmou.
Um dos pontos de maior destaque foi a fala do deputado sobre a região Nordeste. Nikolas defendeu que a população local foi "manipulada" pelo PT e afirmou que a região "vai ser livre e vai acordar". Ele pediu que os manifestantes não hostilizassem os nordestinos, mas que buscassem levar "a verdade" até eles.
Além da retórica política, o deputado associou a corrupção a deficiências na saúde e na educação, argumentando que os valores supostamente desviados impedem que a população tenha acesso a serviços dignos. "O Brasil acordou para que as pessoas não morram na fila", declarou, encerrando com um apelo para que os professores do país também se mobilizem.
A caminhada, que começou na segunda-feira (19) em Minas Gerais e passou por Goiás, tinha como um de seus objetivos originais chegar às proximidades do Complexo Penitenciário da Papuda. No entanto, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, a manifestação foi proibida de se aproximar do local, onde parte dos condenados pelo 8 de janeiro cumpre pena.






