Da energia que move as cidades aos produtos presentes no dia a dia da população, a indústria segue consolidando seu papel como um dos principais motores da economia de Mato Grosso do Sul. Neste 25 de maio, data em que foi celebrado o Dia da Indústria, os números reforçam a força do setor no Estado, especialmente impulsionado pelo avanço da cadeia da celulose.
Hoje, a indústria responde por mais de 177 mil empregos formais em Mato Grosso do Sul e movimenta cerca de R$ 36 bilhões do Produto Interno Bruto estadual. O segmento representa mais de 22% da economia sul-mato-grossense e vive um dos períodos de maior expansão da história recente do Estado.
Grande parte desse crescimento passa diretamente pela região da Costa Leste e pelo avanço do chamado Vale da Celulose, que colocou Três Lagoas no centro das atenções nacionais e internacionais da indústria florestal.
Entre os protagonistas desse cenário está a Eldorado Brasil Celulose, uma das maiores empregadoras do setor industrial em Mato Grosso do Sul. A companhia mantém milhares de colaboradores diretos e indiretos em Três Lagoas e em diversos municípios da região, movimentando a economia local por meio da geração de empregos, renda e desenvolvimento logístico.
Ao lado da Suzano, da futura planta da Arauco em Inocência e do projeto da Bracell em Bataguassu, a Eldorado integra o grupo de empresas que vêm transformando Mato Grosso do Sul em um dos maiores polos globais da cadeia da celulose.

O setor já lidera as exportações industriais do Estado. Apenas os segmentos de celulose e papel responderam por mais de US$ 3 bilhões em exportações no último ano, representando cerca de 40% de tudo o que Mato Grosso do Sul vendeu ao exterior no setor industrial.
Além da celulose, outras áreas também seguem em expansão, como bioenergia, mineração, fertilizantes, frigoríficos e agroindústria.
Segundo dados da Fiems, Mato Grosso do Sul possui atualmente mais de R$ 115 bilhões em investimentos previstos ou em andamento entre 2023 e 2030, impulsionados principalmente pela confiança do mercado no ambiente econômico estadual.
O presidente da Fiems, Sérgio Longen, afirma que o crescimento industrial tem impacto direto na geração de riqueza e oportunidades para a população. Ele destaca que a indústria sul-mato-grossense vem ampliando sua competitividade ao agregar valor à produção e fortalecer setores estratégicos ligados à exportação.
Outro reflexo desse cenário aparece no mercado de trabalho. Mato Grosso do Sul mantém atualmente uma das menores taxas de desemprego do país, cenário que especialistas classificam como próximo do pleno emprego.
Em paralelo ao crescimento econômico, entidades como Sesi, Senai e IEL seguem ampliando ações de qualificação profissional para atender à demanda crescente das indústrias instaladas no Estado.
Com novos investimentos avançando em diferentes regiões e a expansão acelerada da cadeia florestal, Mato Grosso do Sul consolida sua posição como uma das principais fronteiras industriais do Brasil.

Comércio exterior
A indústria sul-mato-grossense responde por 73% das exportações, gerando receitas da ordem de US$ 7,82 bilhões em todo o ano passado. Os segmentos mais importantes para as exportações de produtos industriais de Mato Grosso do Sul são:
- Celulose e papel – US$ 3,1 bilhões ou 40%
- Complexo frigorífico – US$ 2,5 bilhões ou 32%
- Sucroenergético – US$ 806 milhões ou 10%
- Processamento de soja e milho – US$ 561 milhões ou 7%
- Mineração – US$ 437 milhões ou 6%
- Os países que mais importaram produtos da indústria estadual foram:
- China – US$ 2,63 bilhões ou 37%
- Estados Unidos – US$ 488,9 milhões ou 7%
- Países Baixos – US$ 400,7 milhões ou 6%
- Itália – US$ 400,0 milhões ou 6%
- Uruguai – US$ 345,6 milhões ou 5%


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