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Investimentos e empregos: como a celulose redesenhou a economia de Mato Grosso do Sul em 2025

Foto: reprodução
Rogério Potinatti
4/1/2026
às
7:45

O ano de 2025 entrou para a história de Mato Grosso do Sul como o momento em que a indústria da celulose deixou de ser apenas um setor estratégico e passou a ditar o ritmo da economia estadual.

Com anúncios que somam aproximadamente R$ 31 bilhões em investimentos privados projetados para os próximos anos, o chamado Vale da Celulose ganhou contornos definitivos e colocou o estado entre os maiores polos produtores do Brasil.

Mais do que números, a expansão do setor se refletiu diretamente no cotidiano dos municípios do leste sul-mato-grossense. A celulose passou a ocupar posição central na pauta de exportações, impulsionou a arrecadação e transformou cidades antes periféricas em peças-chave de uma engrenagem industrial cada vez mais integrada.

O símbolo mais forte dessa virada foi fincado em Inocência, com o lançamento da pedra fundamental do Projeto Sucuriú, da multinacional chilena Arauco.

Avaliado em cerca de US$ 4,6 bilhões, o empreendimento será a maior fábrica já construída pela empresa e nasce com a ambição de produzir 3,5 milhões de toneladas anuais de celulose de fibra curta, voltadas principalmente ao mercado internacional. A cerimônia, que reuniu autoridades estaduais e federais, marcou a estreia do município no circuito global da indústria florestal.

A dimensão do projeto também ficou evidente no impacto social. No auge das obras, a estimativa é de até 14 mil empregos diretos, além de milhares de vagas indiretas distribuídas entre transporte, silvicultura, comércio e prestação de serviços. Esse movimento reforçou a política do Estado de atrair grandes investimentos a partir de uma combinação de infraestrutura logística, estabilidade regulatória e celeridade no licenciamento ambiental.

Paralelamente, outras cidades do eixo industrial — como Três Lagoas, Ribas do Rio Pardo, Selvíria e Bataguassu — ampliaram ou consolidaram suas plantas, formando um corredor produtivo que conecta florestas, indústrias e rotas de escoamento. Ao longo de 2025, esse conjunto de investimentos deixou claro que a celulose não apenas cresce em Mato Grosso do Sul, mas redefine seu papel no cenário econômico nacional e internacional.