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Mato Grosso do Sul registra mil casos prováveis de chikungunya em 2026 e reforça alerta sanitário

Foto:
Rogério Potinatti
18/2/2026
às
7:45

O número de registros de chikungunya segue em crescimento em Mato Grosso do Sul neste início de ano. Boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde indica que, entre 1º de janeiro e 7 de fevereiro de 2026, foram contabilizados 1.061 casos prováveis e 367 confirmações da doença em todo o Estado.

Entre os casos confirmados, sete envolvem gestantes, o que aumenta a preocupação das autoridades de saúde devido aos riscos associados à infecção durante a gravidez.

Os maiores volumes de notificações prováveis estão concentrados em municípios como Fátima do Sul, com 186 ocorrências, Corumbá, com 143, Sidrolândia, com 88, e Jardim, com 79. Também aparecem na lista Sete Quedas, Vicentina, Antônio João e Rochedo, entre outras localidades.

O avanço da doença já era considerado uma possibilidade pelos técnicos da área, diante da circulação do vírus e das condições favoráveis à proliferação do mosquito transmissor. Desde 2023, ações de vigilância epidemiológica, monitoramento e apoio aos municípios vêm sendo intensificadas, com foco na redução dos impactos e no controle do vetor.

Em 2025, o Estado havia registrado 14.148 casos prováveis, evidenciando que a chikungunya permanece como um desafio relevante para a saúde pública regional.

Sintomas e evolução

A chikungunya é transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti e provoca sintomas como febre alta, dores intensas nas articulações, dor de cabeça e mal-estar. Em alguns casos, as dores articulares podem persistir por meses ou até anos, comprometendo a qualidade de vida dos pacientes.

A doença evolui em três etapas:

  • Fase aguda: dura entre cinco e 14 dias, com sintomas mais intensos;
  • Fase pós-aguda: pode se estender por até três meses;
  • Fase crônica: caracterizada pela permanência dos sintomas por mais de três meses.

O tratamento é voltado ao alívio dos sintomas, com hidratação e uso de medicamentos analgésicos e antitérmicos indicados por profissionais de saúde. Em situações mais graves, pode ser necessário atendimento hospitalar.

Prevenção é a principal defesa

Sem vacina amplamente disponível, a principal forma de proteção continua sendo o combate aos focos do mosquito. Entre as medidas recomendadas estão:

  • evitar água parada em recipientes e vasos;
  • manter caixas d’água vedadas;
  • descartar corretamente garrafas, latas e pneus;
  • limpar calhas e ralos;
  • conservar piscinas tratadas;
  • utilizar repelentes;
  • apoiar ações de controle vetorial, como fumacê e outras estratégias biológicas.

As autoridades reforçam que a colaboração da população é essencial para conter o avanço da doença e reduzir o número de novos casos no Estado.