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MS amplia malha aérea e aposta na aviação regional como motor de integração e crescimento

Foto: reprodução
Rogério Potinatti
6/1/2026
às
8:00

Mato Grosso do Sul decidiu olhar para cima para encurtar distâncias no chão. Com um plano aeroviário ambicioso, o governo estadual projeta investir R$ 250 milhões até o fim de 2026 para ampliar, modernizar e reativar a infraestrutura aérea, apostando nos aeródromos como peças-chave para integrar regiões, impulsionar o turismo e dar mais eficiência à logística no interior.

Desde 2023, o setor já recebeu R$ 140 milhões em aportes públicos. O saldo inclui a reativação de oito aeródromos que estavam fora de operação e a adequação de outros sete para funcionamento tanto durante o dia quanto à noite. As obras passaram por reformas de pistas, melhorias em sistemas de segurança e estrutura básica para pousos e decolagens, reposicionando a aviação regional no planejamento estratégico do Estado.

Para o governador Eduardo Riedel, o plano vai além de intervenções pontuais. A proposta é criar uma base sólida para atrair investimentos privados, fortalecer o turismo e reduzir gargalos logísticos, especialmente em áreas onde o acesso rodoviário é limitado. Na prática, a aviação regional passa a funcionar como um atalho para o desenvolvimento.

Aeródromo de Inocência | reprodução governo de MS

Novas pistas, novos horizontes

O cronograma de 2026 concentra projetos estruturantes. Um dos destaques é a ampliação do Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande, com investimento estimado em R$ 40 milhões. Outro eixo relevante é a instalação de balizamento noturno em aeródromos estratégicos, como os de Porto Murtinho, Inocência, Paranaíba, Coxim, Naviraí, Maracaju, Nova Andradina e Jardim. O pacote soma R$ 24 milhões e amplia a capacidade de operação noturna em diversas regiões.

O plano também avança sobre áreas sensíveis e estratégicas do Pantanal. Estão previstos os aeródromos de Porto São Pedro e Nhecolândia, pensados tanto para atender o turismo quanto para reforçar a logística e o combate a incêndios florestais. O investimento estimado é de R$ 30 milhões. Com essas entregas, Mato Grosso do Sul pode saltar de sete para 15 aeródromos com operação 24 horas.

Além dos projetos já definidos, outros municípios seguem no radar dos estudos técnicos, como Amambai, Ribas do Rio Pardo, Aquidauana, Iguatemi e Mundo Novo, indicando que a expansão aérea tende a alcançar novas frentes do território estadual.

Segundo o superintendente de Logística e coordenador de Transportes Aéreos, Derick Hudson Machado, os investimentos já começam a mudar o padrão de conectividade aérea em Mato Grosso do Sul. Hoje, o Estado conta com um aeródromo a cada 18 mil km², índice que, segundo ele, coloca MS em posição mais favorável do que estados vizinhos, como Mato Grosso, onde a média é de um aeródromo a cada 36 mil km².

Na avaliação do secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara, o plano aeroviário integra uma política mais ampla de coesão territorial. O foco está em fortalecer o interior, reduzir desigualdades logísticas e criar condições para que regiões menos acessíveis entrem de vez no circuito econômico e turístico.

Com obras em andamento e novos projetos no horizonte, Mato Grosso do Sul transforma o céu em aliado do desenvolvimento. A aposta agora é saber até onde essa nova malha aérea será capaz de atrair investimentos, movimentar turistas e redesenhar, na prática, o fluxo econômico do Estado nos próximos anos.