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MS entra em alerta climático com avanço do El Niño previsto para o segundo semestre de 2026

Foto: reprodução
Da redação
17/5/2026
às
7:50

Cemtec aponta alta probabilidade de retorno do fenômeno El Niño ao longo de 2026. Segundo os modelos climáticos analisados pelo órgão, existe 92% de chance de formação do evento climático já a partir do trimestre entre junho e agosto.

A tendência, conforme os estudos meteorológicos, é que o fenômeno ganhe força durante o inverno e avance de forma mais intensa no segundo semestre, especialmente entre a primavera e o início do verão.

As projeções internacionais utilizadas pelo Cemtec indicam aumento gradual das chances de um El Niño moderado nos próximos meses, com possibilidade de evolução para um evento forte até o fim do ano.

Calor, seca e risco de incêndios

Para Mato Grosso do Sul, os impactos previstos envolvem temperaturas acima da média histórica, períodos mais secos e irregularidade no regime de chuvas.

Entre os principais efeitos esperados estão aumento das ondas de calor, maior perda de umidade do solo, ocorrência de veranicos e pressão sobre recursos hídricos e o sistema energético.

A preocupação também cresce em relação ao risco de incêndios florestais, principalmente no Pantanal, onde a combinação entre calor intenso, baixa umidade e estiagem prolongada pode favorecer a propagação do fogo.

O setor agropecuário aparece entre os mais vulneráveis aos possíveis impactos climáticos. O excesso de calor e a irregularidade das chuvas podem afetar o desenvolvimento das lavouras, reduzir produtividade e ampliar custos de irrigação.

Na pecuária, especialistas alertam para o aumento do estresse térmico nos animais, queda no ganho de peso e prejuízos às pastagens em períodos de baixa disponibilidade hídrica.

Monitoramento permanente

O Cemtec informou que mantém acompanhamento contínuo dos modelos climáticos e já compartilha boletins técnicos com órgãos estaduais, Defesa Civil e setores produtivos para auxiliar no planejamento de ações preventivas.

O El Niño é provocado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial e altera padrões climáticos em diversas regiões do planeta. No Brasil, o fenômeno costuma provocar mudanças significativas na distribuição das chuvas, aumento das temperaturas e maior frequência de eventos extremos.