Estado adere a subsídio temporário de até R$ 1,20 por litro e tenta conter impacto da alta internacional dos combustíveis
Diante da escalada no preço dos combustíveis no cenário internacional, Mato Grosso do Sul decidiu agir para tentar aliviar o bolso do consumidor. O governo estadual confirmou a adesão a um programa emergencial que prevê redução no valor do diesel, com subsídio que pode chegar a R$ 1,20 por litro até o fim de maio.
A medida tem como principal objetivo conter os efeitos da alta do combustível — especialmente em um momento de instabilidade global — e reduzir o impacto direto sobre o custo de vida. Isso porque o diesel é um dos principais insumos da economia, influenciando desde o transporte até o preço de alimentos e produtos básicos.
Segundo o governador Eduardo Riedel, a estratégia passa pela redução de impostos como forma de garantir que o desconto chegue, de fato, ao consumidor final. A expectativa é de que a medida tenha reflexo imediato nas bombas, beneficiando principalmente transportadores, operadores logísticos e toda a cadeia produtiva.
Mesmo com o impacto nas contas públicas, o governo avalia que a ação é necessária diante do cenário atual. A adesão ao programa foi estruturada com prazo definido e limites claros, como forma de equilibrar o esforço fiscal com a necessidade de intervenção no mercado.

Controle e combate a abusos
Além do subsídio, o Estado pretende reforçar a fiscalização para evitar que a redução fique apenas no papel. O Procon-MS atuará em conjunto com a Agência Nacional do Petróleo (ANP) para monitorar os preços praticados e garantir que o benefício seja repassado ao consumidor.
Outro eixo da estratégia envolve o cruzamento de informações entre órgãos estaduais e federais, incluindo a Receita Federal e secretarias de Fazenda, com o objetivo de identificar irregularidades no setor de combustíveis.
A iniciativa ganha força diante de investigações recentes que apontaram a atuação de esquemas ilegais no segmento, envolvendo fraudes e manipulação de preços em diversos postos pelo país.
De acordo com o secretário de Fazenda, Flávio César, o Estado assumirá parte do custo da redução — cerca de metade do valor do subsídio — dentro de um prazo estimado de dois meses. A medida, segundo ele, é uma resposta direta ao momento econômico e busca garantir maior equilíbrio no mercado.
Com a combinação entre redução de carga tributária e fiscalização mais rigorosa, o governo aposta em uma intervenção pontual para frear os impactos da alta do diesel e evitar que o aumento se espalhe ainda mais pela economia.


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