A Polícia Federal intensificou as investigações sobre suspeitas de irregularidades em contratos ligados ao restaurante universitário da UFMS em Três Lagoas. Nesta quinta-feira (9), agentes estiveram novamente no campus, marcando a segunda fase da Operação Lucro Espúrio — e a segunda visita da PF à unidade em menos de um ano.
A ação resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de aproximadamente R$ 6 milhões em bens e ativos de investigados e empresas envolvidas. As medidas também incluem restrições como a proibição de firmar contratos com o poder público e a suspensão de acordos atualmente em vigor.
A apuração teve início após a própria universidade identificar indícios de fraude e comunicar o caso às autoridades. Entre as irregularidades apontadas está o registro de refeições que, na prática, não teriam sido servidas — inclusive em períodos em que o restaurante já estava fechado, o que levanta suspeitas de superfaturamento.
Outro ponto sob investigação envolve o uso indevido de carteirinhas estudantis para simular um volume maior de consumo. Segundo a Polícia Federal, o esquema poderia inflar artificialmente os números de refeições, gerando pagamentos indevidos com recursos públicos.
Diante das evidências, o restaurante foi interditado por orientação jurídica interna da universidade, e o caso passou a ser acompanhado pela Procuradoria da República. A empresa responsável pela operação do serviço teve o contrato suspenso após os indícios de irregularidades.
A investigação também provocou reflexos em outros processos administrativos. Um novo edital para contratação de fornecedores de alimentação nos campi da UFMS foi interrompido, já que a empresa investigada participava da disputa.
Com a ampliação das diligências, a expectativa é de que novas informações surjam nos próximos dias, aprofundando um caso que levanta questionamentos sobre gestão de recursos públicos e controle de contratos dentro da universidade.


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