Uma reunião realizada em Brasília essa semana, entre lideranças nacionais e estaduais do Partido Liberal (PL), reforçou o alinhamento político da sigla em Mato Grosso do Sul para as eleições gerais deste ano. O encontro ocorreu na sede da executiva nacional do partido e teve como um dos principais resultados a confirmação do apoio à reeleição do governador Eduardo Riedel, atualmente filiado ao PP.
A articulação foi reforçada pelo senador Flávio Bolsonaro, que destacou a manutenção do acordo político firmado anteriormente pelo ex-presidente Jair Bolsonaro com o ex-governador Reinaldo Azambuja. A estratégia prevê a união das principais lideranças de direita no Estado, com foco tanto na continuidade do governo estadual quanto na disputa pelas duas vagas ao Senado.
De acordo com o entendimento discutido na reunião, o PL deve lançar dois candidatos ao Senado por Mato Grosso do Sul. A definição, no entanto, ainda não está fechada. A escolha deverá considerar critérios de viabilidade eleitoral, avaliados por meio de pesquisas qualitativas e quantitativas.
Entre os nomes citados como possíveis postulantes estão o próprio Azambuja, o ex-deputado estadual Capitão Contar, o deputado federal Marcos Pollon e a vice-prefeita de Dourados Gianni Nogueira.
Em manifestação divulgada nas redes sociais, Flávio Bolsonaro classificou o encontro como estratégico para a organização política da sigla e ressaltou a importância do alinhamento entre as lideranças nacionais e regionais. Segundo ele, a união do grupo em Mato Grosso do Sul é fundamental dentro da estratégia nacional do partido para o próximo ciclo eleitoral.
O senador também elogiou a gestão de Riedel à frente do governo estadual e destacou o papel de Azambuja na condução partidária no Estado. Para Flávio, a coesão entre as lideranças fortalece o projeto político da legenda.
Após a reunião, Reinaldo Azambuja avaliou o encontro como produtivo e reiterou que o objetivo do grupo é manter a unidade da direita sul-mato-grossense. Segundo ele, o plano segue sendo a recondução de Riedel ao governo e a conquista das duas cadeiras do Estado no Senado.
O próprio governador reforçou o discurso de alinhamento político e destacou que o grupo trabalha de forma integrada em defesa dos interesses de Mato Grosso do Sul.
A reunião também ocorreu poucos dias após repercussão causada por uma carta divulgada por Jair Bolsonaro indicando Marcos Pollon como seu candidato ao Senado pelo PL no Estado. A manifestação gerou questionamentos dentro do grupo político, já que a definição oficial ainda depende da análise de desempenho eleitoral dos possíveis candidatos.
Nos bastidores, a expectativa é de que as pesquisas de intenção de voto tenham papel decisivo na escolha final dos nomes que representarão o partido na disputa pela Câmara Alta.






