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Polícia conclui que ex-prefeito de Campo Grande agiu com intenção de matar em caso que chocou o MS

Foto: reprodução
Da redação
5/4/2026
às
7:00

A investigação sobre a morte do fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini chegou a uma conclusão contundente: para a Polícia Civil, o ex-prefeito Alcides Bernal efetuou os disparos com intenção de matar. O relatório final do inquérito foi encaminhado à Justiça dentro do prazo legal, já que o acusado segue preso preventivamente.

De acordo com o documento, Bernal foi indiciado por homicídio qualificado — por dificultar a defesa da vítima — além de porte ilegal de arma de fogo. Isso porque o revólver utilizado no crime estava com registro vencido, assim como a autorização para porte, irregular desde 2019.

A reconstrução dos fatos, baseada em imagens de segurança e depoimentos, indica que o ex-prefeito chegou ao local já armado. Após estacionar, ele teria retirado a arma do veículo, caminhado até o imóvel e, em poucos segundos, efetuado o primeiro disparo ao avançar em direção à vítima.

A versão apresentada por Bernal, no entanto, diverge da conclusão policial. Em depoimento, ele afirmou ter agido em legítima defesa, alegando que a vítima teria invadido o imóvel e avançado contra ele. A defesa sustenta que os tiros foram dados de forma reativa, sem intenção de matar.

O relato de uma testemunha-chave — o chaveiro que acompanhava Mazzini — enfraquece essa narrativa. Segundo ele, não houve tempo de reação por parte da vítima. O profissional afirmou ainda que se identificou no momento da ação e conseguiu fugir após perceber a gravidade da situação.

Parte da dinâmica do crime, porém, ainda depende de laudos periciais em andamento. Como os disparos ocorreram em um ponto fora do alcance direto das câmeras, a análise detalhada das imagens, exames necroscópicos e perícias complementares serão determinantes para esclarecer pontos como a distância dos tiros e a sequência exata dos acontecimentos.

A depender desses resultados, o caso pode ganhar novos desdobramentos no Judiciário, seja para reforçar a tese de execução apresentada pela polícia ou abrir margem para questionamentos da defesa.

Enquanto isso, o inquérito segue como uma das investigações mais sensíveis e acompanhadas no Estado, envolvendo um nome conhecido da política e levantando debates sobre segurança, uso de arma de fogo e limites da legítima defesa.