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PT-MS ataca governo estadual por aumento de impostos em gasolina e gás de cozinha

Foto: reprodução
Rogério Potinatti
25/1/2026
às
7:40

O Partido dos Trabalhadores de Mato Grosso do Sul (PT-MS) emitiu uma nota de repúdio nos últimos dias, contra o aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre gasolina, diesel e gás de cozinha, que entrou em vigor no estado no dia 1º de janeiro. A legenda classificou a medida como uma ação que "esfola o bolso" da população sul-mato-grossense.

De acordo com o governo estadual, o reajuste segue determinação do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), que reúne 26 estados e o Distrito Federal.

As novas alíquotas fixam o ICMS em R$ 1,57 por litro de gasolina e R$ 1,17 por litro de diesel. O PT-MS, no entanto, afirma que a decisão contraria esforços do governo federal para conter preços e cria um "efeito dominó" no custo de vida.

"Esta decisão provoca impacto em toda a economia e torna mais caros, até inacessíveis, produtos de primeira necessidade para os segmentos menos favorecidos, que formam a esmagadora maioria da população", destacou o partido na nota.

O posicionamento petista questiona ainda a estabilidade financeira do estado.

"(A) decisão não só contraria a falácia do 'estado-modelo', como também levanta a dúvida sobre a estabilidade financeira dos cofres do Executivo estadual", afirma o texto divulgado pelo partido.

Dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) mostram que os combustíveis já registravam alta em dezembro de 2025, antes do reajuste do ICMS. A gasolina comum teve aumento médio de R$ 0,02, passando de R$ 5,93 para R$ 5,95, enquanto o etanol subiu R$ 0,04, de R$ 3,96 para R$ 4,00.

O Comsefaz defende que o modelo de alíquota fixa, estabelecido por lei federal em 2022, é necessário para compensar perdas de arrecadação dos estados, estimadas em mais de R$ 100 bilhões no primeiro ano de vigência da norma. O comitê argumenta que a legislação restringe a autonomia tributária estadual.

O PT-MS encerrou a nota afirmando que "justiça social não se constrói com discurso" e que continuará pressionando por ações que protejam o poder de compra da população.

Outro lado

Apesar do tom contundente da nota do PT-MS, que classificou o aumento do ICMS como uma medida que "esfola o bolso" da população, o silêncio do Governo de Mato Grosso do Sul permanece como resposta oficial até o momento.

A ausência de um posicionamento público deixa em aberto se a estratégia é aguardar o desenrolar do debate ou se uma réplica formal está sendo preparada nos bastidores.