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R$ 117 milhões no radar: Três Lagoas finalmente pode reativar voos no Plínio Alarcon

Foto: reprodução
Rogério Potinatti
5/4/2026
às
7:50

Depois de um longo período sem operações comerciais, o aeroporto de Três Lagoas pode ganhar um novo fôlego. O município foi oficialmente incluído, na última semana, em um pacote de investimentos aprovado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que reestrutura a concessão do Aeroporto Internacional de Brasília e amplia o alcance da aviação regional no país.

A proposta prevê a inclusão de terminais menores — como o de Três Lagoas — dentro de uma concessão maior, tornando o modelo mais atrativo para investidores. No caso local, os estudos apontam para um potencial de aproximadamente R$ 117,2 milhões em melhorias, embora o valor ainda dependa da realização de um novo leilão, previsto para o segundo semestre de 2026.

Na prática, a empresa que assumir a concessão de Brasília também ficará responsável pela gestão de outros aeroportos regionais, incluindo unidades em Mato Grosso do Sul, como Três Lagoas e Bonito.

A estratégia do governo federal é usar grandes aeroportos, com alto fluxo de passageiros, como base para viabilizar economicamente terminais menores.

Vista aérea da pista no aeroporto municipal de Três Lagoas | reprodução

O aeroporto da capital federal, que movimentou mais de 8 milhões de passageiros em 2025, funcionaria como esse “pilar financeiro”, sustentando a operação de cidades que, isoladamente, não despertam tanto interesse da iniciativa privada.

Atualmente, a concessão de Brasília está nas mãos da empresa Inframérica, que deverá participar do novo leilão, embora já tenha sinalizado dificuldades financeiras no contrato vigente. Para viabilizar a transição, o governo pretende adotar o modelo de “venda assistida”, facilitando a entrada de um novo operador sem romper formalmente o contrato atual.

Em Três Lagoas, a expectativa é que a inclusão no pacote represente mais do que investimentos em infraestrutura. Desde março do ano passado, quando a Azul Linhas Aéreas encerrou suas operações na cidade, o aeroporto Plínio Alarcon não recebe voos comerciais.

Agora, a possibilidade de concessão reacende a esperança de retomada das rotas aéreas e de uma nova fase para o transporte regional, com impacto direto na economia, na mobilidade e na conexão do município com outros centros do país.