O projeto do gasoduto que vai conectar Três Lagoas a Inocência, no leste de Mato Grosso do Sul, já nasce acompanhado de um pacote de medidas ambientais. Antes mesmo do início das obras, a MS Gás firmou com o Imasul um acordo que prevê a aplicação de R$ 1,15 milhão em ações de compensação para reduzir e equilibrar os impactos da implantação da tubulação.
O valor foi definido a partir dos estudos exigidos no licenciamento ambiental e leva em conta o porte do empreendimento, que ultrapassa R$ 140 milhões em investimentos. A compensação será destinada a iniciativas de preservação e recuperação em áreas afetadas direta ou indiretamente pelo traçado do gasoduto.
A obra vai atravessar uma região que já sofre pressão crescente do tráfego pesado, impulsionado pelo transporte de madeira e eucalipto. Mesmo sendo uma alternativa energética mais limpa que outros combustíveis fósseis, o projeto reconhece que a instalação da estrutura interfere no meio ambiente e, por isso, exige contrapartidas ambientais monitoradas por até dois anos.
O ramal terá cerca de 125 quilômetros de extensão, ligando a estação de compressão em Três Lagoas à futura fábrica de celulose da Arauco, em Inocência. O fornecimento de gás natural está contratado por 20 anos, com início previsto para 2027, e expectativa de movimentar cerca de R$ 1,2 bilhão em receita ao longo do período.
Além de atender à indústria, a MS Gás estuda levar o gás natural e o GNV também ao transporte pesado e a outros municípios da região, como Água Clara e Aparecida do Taboado. As obras devem começar em maio de 2026, seguindo principalmente as rodovias MS-320 e MS-377.
Atualmente, a companhia já opera uma rede de mais de 530 quilômetros, atendendo cerca de 24 mil clientes nos segmentos residencial, comercial, industrial e de combustíveis em Campo Grande e Três Lagoas. O novo ramal amplia a presença do gás no chamado Vale da Celulose e reforça a estratégia de interiorização da energia no Estado.






