O aumento anunciado pela Cassems para dependentes cônjuges gerou forte repercussão entre servidores públicos e entidades sindicais de Mato Grosso do Sul. A cobrança fixa mensal saltará de R$ 35 para R$ 450, reajuste que representa alta de 1.185%.
A mudança foi divulgada pela própria instituição, que justificou a medida com base em estudos financeiros apontando desequilíbrio no custeio dos dependentes.
Segundo a Cassems, o grupo arrecadou cerca de R$ 61 milhões nos últimos 12 meses, enquanto as despesas assistenciais ultrapassaram R$ 250 milhões, gerando déficit anual estimado em R$ 189 milhões.
A instituição afirma que o aumento dos custos médicos, envelhecimento da população e uso de tratamentos de alta complexidade pressionaram o sistema de saúde suplementar.
Após a repercussão do reajuste, sindicatos e associações passaram a cobrar maior participação financeira do governo estadual no custeio do plano.
A Fetems afirmou que vem defendendo maior investimento do Estado, principalmente para servidores com salários mais baixos.
Já a ACSMP/MS informou que encaminhou pedido ao governador Eduardo Riedel solicitando medidas para reduzir os impactos financeiros provocados pelo reajuste aos militares estaduais.
As entidades alegam que o aumento pegou muitos beneficiários de surpresa e pode comprometer o orçamento de famílias inteiras.
Reclamações aumentam em Três Lagoas
Além da discussão sobre o reajuste, usuários da Cassems em Três Lagoas também têm utilizado as redes sociais para denunciar dificuldades no atendimento prestado pelo plano e pelo hospital da instituição na cidade.
Entre as reclamações mais frequentes aparecem relatos de demora, falta de informação, desorganização e mudanças de atendimento sem aviso prévio.
Um dos casos envolve uma moradora de Brasilândia, que afirma ter se deslocado mais de 60 quilômetros até Três Lagoas para consulta agendada pelo plano. Segundo o relato, ao chegar ao local, foi informada de que a médica não atendia mais pela Cassems e que seria necessário pagamento adicional de 30% do valor da consulta.
Ainda conforme a denúncia, a paciente aguardou durante horas por uma possível autorização excepcional, mas acabou deixando a unidade sem atendimento.
As críticas também cobram mais transparência da instituição e respostas diante das reclamações feitas pelos beneficiários.


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