Um levantamento divulgado pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) acendeu o alerta sobre a situação da malha rodoviária de Mato Grosso do Sul. O relatório de 2025 avaliou 4.739 quilômetros de estradas no Estado e concluiu que serão necessários cerca de R$ 4,4 bilhões para devolver às vias condições adequadas de segurança, conforto e trafegabilidade.
A análise envolveu tanto rodovias sob responsabilidade direta do poder público quanto trechos concedidos à iniciativa privada. Do total inspecionado, 3.257 quilômetros pertencem à administração pública, enquanto outros 1.482 quilômetros estão sob concessão. Apesar de quase metade da malha apresentar estado geral considerado bom, o estudo identificou pontos críticos que exigem intervenção imediata e trechos que operam apenas em condição regular.
De acordo com a CNT, aproximadamente 47% das rodovias avaliadas estão em bom estado, enquanto apenas 12% atingem o patamar classificado como ótimo. Em contrapartida, foram mapeados quatro pontos críticos, além de oito segmentos que demandam atenção por apresentarem problemas recorrentes.
MS-444 lidera avaliação negativa
Entre todas as rodovias analisadas em Mato Grosso do Sul, a pior avaliação ficou com a MS-444, que faz a ligação entre Selvíria e o Estado de São Paulo. O trecho começa na BR-158 e segue até o município paulista de Ilha Solteira. Segundo o relatório, o pavimento e a geometria da via foram classificados como péssimos, comprometendo seriamente a segurança dos usuários, mesmo com sinalização considerada adequada.
Pontos críticos em rodovias federais
Os quatro pontos críticos identificados pela CNT estão concentrados em duas importantes rodovias federais que cortam o Estado. Na BR-262, foram detectados trechos com ausência ou deficiência de sinalização, elevando o risco de acidentes. Já na BR-267, a situação mais grave envolve a presença de buracos na pista, especialmente nas proximidades dos municípios de Bela Vista e Jardim.
Rodovias avaliadas no Estado
No levantamento de 2025, a CNT avaliou as seguintes rodovias federais em Mato Grosso do Sul: BR-060, BR-158, BR-163, BR-262, BR-267, BR-359, BR-419, BR-436, BR-463, BR-487 e BR-376. Também foram analisadas diversas rodovias estaduais, entre elas: MS-112, MS-134, MS-217, MS-240, MS-276, MS-359, MS-377, MS-395, MS-480, MS-483, MS-497 e MS-444.
Apesar dos problemas, algumas rodovias sul-mato-grossenses se destacaram positivamente no cenário nacional. A melhor colocada foi a BR-359, no trecho entre Costa Rica e Coxim, que alcançou a 19ª posição no ranking geral, com 206 quilômetros avaliados. Logo atrás aparece a BR-487, classificada na 47ª colocação, no segmento entre Itaquiraí e Naviraí, com 52 quilômetros analisados. Nenhuma das duas rodovias é concedida à iniciativa privada.
O diagnóstico reforça a dimensão do desafio enfrentado pelo Estado para manter sua malha rodoviária em condições adequadas, sobretudo em um território estratégico para o escoamento da produção agrícola e para a integração regional.






