A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, deu novos sinais sobre seus próximos passos políticos ao participar do lançamento do Observatório da Qualidade do Gasto Público, nesta sexta-feira (30), em São Paulo.
Sem cravar uma candidatura, ela deixou claro que o caminho mais provável para 2026 é uma volta ao Senado Federal — cargo que ocupou entre 2015 e 2023 —, embora ainda não descarte totalmente uma disputa pelo governo de São Paulo.
Durante conversa com jornalistas no evento, Tebet afirmou que já iniciou tratativas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre seu futuro e que deve deixar o ministério até o dia 30 de março. Segundo ela, a discussão inicial foi centrada no Senado, mas o cenário ainda está em aberto. “Estamos fazendo exercícios para entender onde posso contribuir melhor com um projeto de país. Nada está fechado”, afirmou.
Ao falar sobre o tabuleiro eleitoral paulista, a ministra evitou se colocar como protagonista e citou dois nomes de peso como potenciais candidatos fortes: o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o vice-presidente Geraldo Alckmin. Para ela, ambos teriam condições reais de levar a disputa ao segundo turno. A definição, segundo Tebet, deve avançar nos próximos dias.
Outro ponto ainda indefinido é por qual colégio eleitoral ela poderá concorrer.
Natural de Três Lagoas (MS), Simone Tebet disse que não houve uma decisão sobre se sua eventual candidatura será por Mato Grosso do Sul ou por São Paulo. “Coloquei meu destino político nas mãos do presidente. Não apresentei exigências nem disse onde quero jogar nesse tabuleiro”, explicou.
Ela também revelou que, no passado, recebeu convites de outros partidos, inclusive do PSB, mas reforçou que não está negociando com nenhuma sigla neste momento. “Tenho respeito por muitos líderes, mas hoje não discuto mudança partidária. Meu compromisso é com um projeto nacional”, afirmou.
Por fim, Tebet lembrou que, na última eleição, chegou a declarar que não aceitaria cargos ao apoiar Lula, mas acabou sendo convencida após três convites diretos do presidente.
Agora, diferentemente daquele momento, ela diz não impor condições. “Não estou pedindo nada. Nem cargo, nem promessa. O que existe é um diálogo político sobre o futuro do país — e onde posso ser mais útil a ele”, concluiu.






