Mato Grosso do Sul criou mais de 70,8 mil empregos formais entre janeiro de 2023 e novembro de 2025, e um dado chama atenção nesse avanço: Três Lagoas se firmou como o segundo município que mais gerou vagas no Estado, ficando atrás apenas da Capital, Campo Grande.
Conforme dados do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o município acumulou saldo positivo de 5.472 postos com carteira assinada, desempenho que reforça seu papel estratégico na economia sul-mato-grossense.
No mesmo período, o estoque de vínculos formais em Mato Grosso do Sul saltou de 630,3 mil no fim de 2022 para 701,1 mil em novembro de 2025, mesmo com o último mês analisado apresentando saldo negativo de 941 vagas. O resultado consolidado reflete uma trajetória contínua de crescimento do mercado de trabalho no Estado.

Capital lidera, mas Três Lagoas e Inocência se destacam
Campo Grande manteve a liderança na geração de empregos formais, com 21,3 mil novas vagas no acumulado. Logo atrás, Três Lagoas desponta como o principal motor do interior, superando outros municípios estratégicos. Inocência aparece na terceira colocação, com saldo de 4.193 vínculos, impulsionada sobretudo pela expansão industrial.
O desempenho de Três Lagoas reflete a diversificação de sua base produtiva, especialmente nos segmentos industriais e de serviços, que seguem atraindo investimentos e ampliando a oferta de empregos formais.
Todos os grandes grupos de atividades econômicas registraram crescimento no período analisado. O setor de Serviços liderou a criação de vagas em Mato Grosso do Sul, com 24,4 mil novos postos, seguido pela Indústria, que gerou 17.966 empregos formais.
Na sequência aparecem o Comércio, com saldo de 13.812 vagas, a Agropecuária, responsável por 9.432 novos vínculos, e a Construção, que acrescentou 5.196 postos, sinalizando a continuidade de obras e investimentos estruturantes.
No recorte por gênero, os homens ocuparam a maior parte das vagas criadas no Estado, somando 40.221 postos, enquanto as mulheres responderam por 30.632 empregos no período. Já quanto à faixa etária, os jovens entre 18 e 24 anos concentraram a maior parte das admissões, com 47.165 vagas.
A escolaridade também se destaca nos dados: a maioria das contratações envolveu trabalhadores com ensino médio completo, totalizando 51.171 vínculos formais, o que evidencia a importância da formação básica para a inserção no mercado de trabalho.

Cenário nacional reforça tendência de crescimento
No Brasil, o mercado formal também avançou de forma consistente. Entre janeiro de 2023 e novembro de 2025, o país criou 5.028.124 novos empregos com carteira assinada, atingindo 49,09 milhões de vínculos ativos, o maior patamar da série histórica do Novo Caged.
Somente em novembro, o saldo nacional foi positivo em 85.864 vagas, resultado de 1.979.902 contratações e 1.894.038 desligamentos. No acumulado de 2025, até novembro, foram criados 1,89 milhão de postos, com desempenho positivo em todos os grandes setores da economia.






