O número de mulheres vítimas de violência doméstica em Mato Grosso do Sul registrou um aumento preocupante em poucos dias. O total saltou de 2.343 para 2.656 casos, o que significa que outras 313 mulheres passaram a integrar as estatísticas do Monitor da Violência contra a Mulher em menos de uma semana.
Os dados refletem uma escalada significativa já nas primeiras semanas de 2026. Campo Grande lidera o ranking, com 886 registros. Em seguida aparecem Dourados, com 224 ocorrências; Três Lagoas, com 140 casos; e Corumbá, com 120 notificações.
Levantamentos indicam que a maioria das agressões é praticada por parceiros ou pessoas com quem as vítimas mantêm convivência direta. Grande parte dos episódios ocorre dentro das próprias residências, evidenciando que o ambiente doméstico ainda representa um dos principais cenários de risco para muitas mulheres.
Além das ocorrências de violência doméstica, o Estado também contabiliza dois feminicídios nos primeiros 45 dias do ano. As vítimas foram Josefa dos Santos, em Bela Vista, e Rosana Candia Ohara, em Corumbá. Em outro caso investigado inicialmente como feminicídio, a Polícia Civil alterou posteriormente a tipificação do crime.
Onde buscar ajuda em Mato Grosso do Sul
Em Campo Grande, a Casa da Mulher Brasileira oferece atendimento integral e funciona 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana. O espaço reúne serviços como Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), Defensoria Pública, Ministério Público, Vara Judicial especializada, apoio psicológico e social, além de estrutura para acolhimento e proteção.
As mulheres também podem buscar orientação e apoio por meio do telefone 180, que garante anonimato e funciona todos os dias da semana, ou acionar a Polícia Militar pelo 190 em situações de emergência. O Programa Mulher Segura (Promuse) também atende pelo telefone e WhatsApp no número (67) 99180-0542.
No interior do Estado, há Delegacias de Atendimento à Mulher em municípios como Aquidauana, Bataguassu, Corumbá, Coxim, Dourados, Fátima do Sul, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas.
Caso haja falhas ou irregularidades no atendimento policial, denúncias podem ser feitas à Corregedoria da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul ou ao Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial (GACEP), vinculado ao Ministério Público Estadual.
Os números reforçam o alerta sobre a gravidade da violência contra a mulher e a importância de ampliar ações de prevenção, proteção e acolhimento às vítimas em todo o Estado.
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