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Bioenergia em MS ganha primeiro registro histórico com livro que narra cinco décadas do setor

Foto: João Carlos Castro/Biosul
Rogério Potinatti
7/3/2026
às
7:50

O avanço da bioenergia em Mato Grosso do Sul não aconteceu por acaso. Ele é resultado de uma combinação de políticas públicas, visão empresarial e transformação tecnológica que, ao longo de quase cinco décadas, ajudou a posicionar o Estado entre os principais polos do setor no país.

Parte dessa trajetória agora ganha registro histórico com o lançamento do livro “Mato Grosso do Sul: O Estado da Bioenergia”, obra organizada pela Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul (Biosul). A publicação reúne documentos, relatos e análises que contam como o setor se estruturou e se consolidou no território sul-mato-grossense.

A história começa ainda nos anos 1970, quando o governo federal criou o Programa Nacional do Álcool, política energética que estimulou a produção de etanol no país. A iniciativa abriu caminho para que investidores identificassem em Mato Grosso do Sul um ambiente favorável para expandir a atividade, graças à disponibilidade de terras, localização estratégica e potencial logístico.

Entrega do livro ao governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel/foto: Álvaro Rezende/Secom

Ao longo do livro, o leitor acompanha a evolução do setor desde a instalação das primeiras usinas até a formação de um parque sucroenergético moderno e altamente tecnológico. A obra também destaca etapas importantes dessa transformação, como a mecanização do campo, a ampliação da produção de etanol e o crescimento da cogeração de energia elétrica a partir da biomassa.

Outro ponto central da narrativa é o papel de empresários, técnicos e trabalhadores que apostaram no potencial produtivo do Estado quando a atividade ainda dava seus primeiros passos. Esses pioneiros ajudaram a estruturar uma cadeia que hoje se mantém em constante atualização tecnológica e produtiva.

Mais do que revisitar o passado, a publicação também analisa o momento atual da bioenergia. O setor vive uma fase de diversificação, com o uso de novas matérias-primas, como o milho e outros grãos, ampliando o portfólio de produtos e integrando diferentes cadeias produtivas.

Esse movimento reforça a importância da bioenergia não apenas para o desenvolvimento econômico, mas também para temas estratégicos como segurança energética e transição para matrizes mais sustentáveis.

Colheita mecanizada de cana em Mato Grosso do Sul/foto: João Carlos Castro/Biosul

Memória e estratégia para o futuro

Segundo o presidente da Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul, Amaury Pekelman, o livro vai além de um registro histórico.

Para ele, compreender como o setor se formou é essencial para reconhecer o papel de quem construiu essa trajetória e também para projetar os próximos ciclos de expansão da bioenergia no Estado.

A obra também menciona o diálogo institucional que ajudou a fortalecer o ambiente produtivo, com a participação de lideranças políticas e entidades representativas do setor industrial e do agronegócio, como a Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul e a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul.

O prefácio do livro é assinado pelo governador Eduardo Riedel, que destaca a bioenergia como uma das agendas estratégicas para o desenvolvimento econômico do Estado. No texto, ele ressalta que o setor demonstrou ao longo dos anos uma capacidade constante de adaptação, inovação e crescimento.

Moenda de cana em usina de MS/foto: João Carlos Castro/Biosul

Acesso ao conteúdo

A publicação será distribuída para autoridades, universidades, instituições de pesquisa, empresas e profissionais da comunicação.

Além da versão impressa, o conteúdo também ficará disponível gratuitamente em formato digital no site da Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul, permitindo que o público tenha acesso ao material e à história da bioenergia no Estado.