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Casos de Mpox voltam a chamar atenção em MS e homens são maioria dos infectados

Foto: reprodução
Rogério Potinatti
27/3/2025
às
8:00

Entre janeiro e março deste ano, Mato Grosso do Sul registrou oito casos confirmados de Mpox, doença anteriormente conhecida como varíola dos macacos. Os dados são do painel estadual que monitora doenças infecciosas, mostrando ainda que, das 20 notificações feitas até agora, nove casos suspeitos já foram descartados, e outros continuam sob investigação.

Os infectados são exclusivamente homens, concentrados especialmente na faixa etária dos 30 aos 39 anos, representando mais de 60% dos diagnósticos confirmados. O restante dos casos foi registrado entre homens de 20 a 29 anos (12,5%) e de 40 a 49 anos (25%).

Campo Grande lidera o número de confirmações com sete casos, seguida por Dourados, que contabiliza um registro da doença. Felizmente, todos os infectados apresentam sintomas considerados leves ou moderados. Não houve registro de mortes por Mpox no Brasil até agora.

Em comparação com 2024, o Estado apresentou um aumento nas notificações da doença, com 63 registros ao longo de todo o ano passado e 11 casos confirmados, também com predomínio entre homens. A transmissão na maior parte dessas situações não foi esclarecida. No Brasil inteiro, o ano de 2024 registrou 2.052 casos confirmados da doença.

Sobre a Mpox

Originária da África Central, a Mpox chamou atenção internacional em dezembro de 2022, quando a República Democrática do Congo anunciou um surto da doença. Em maio de 2023, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou o fim da emergência global relacionada à Mpox.

De acordo com o Ministério da Saúde, trata-se de uma doença viral zoonótica, transmitida para humanos através do contato direto com animais selvagens infectados, pessoas doentes ou objetos contaminados.

Entre os principais sintomas estão febre, dores musculares, inchaço dos linfonodos (ínguas), dor de cabeça, calafrios e sensação de fraqueza, além das típicas erupções cutâneas. Essas lesões podem ser desde superficiais até levemente elevadas, com líquido claro ou amarelado, evoluindo para crostas que eventualmente caem.

As manifestações começam geralmente entre 3 e 21 dias após a exposição ao vírus. As lesões podem surgir em qualquer parte do corpo, embora se concentrem frequentemente no rosto, palmas das mãos e solas dos pés, podendo afetar também áreas sensíveis como boca, olhos, região genital e anal.

A transmissão cessa totalmente assim que todas as lesões cicatrizam e desaparecem completamente.