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Centro de Triagem de Três Lagoas se torna referência no atendimento de animais na região leste de MS

Foto: cedida
Rogério Potinatti
23/2/2026
às
8:00

Um tamanduá-bandeira resgatado em estado crítico após atropelamento tornou-se o primeiro grande símbolo do trabalho do Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) de Três Lagoas. O animal chegou à unidade gravemente debilitado, com poucas chances aparentes de sobrevivência, mas respondeu ao tratamento e, após semanas de cuidados intensivos, foi considerado apto e devolvido ao seu habitat natural.

O caso marca um importante começo para a nova estrutura ambiental e evidencia sua capacidade de salvar animais vítimas de acidentes e outras ameaças. O atendimento incluiu avaliação clínica, tratamento veterinário e um processo completo de reabilitação, conduzido pela equipe técnica especializada.

Segundo o diretor-presidente do Imasul, André Borges, a recuperação e soltura do animal comprovam o papel essencial da unidade no fortalecimento da proteção à fauna silvestre no interior do Estado. Ele destacou que a nova estrutura amplia a capacidade de resposta e reforça o compromisso com a preservação da biodiversidade.

Em funcionamento desde 15 de dezembro de 2025, o CETAS de Três Lagoas já realizou 137 atendimentos, demonstrando a grande demanda regional. A maioria dos casos envolve aves, com 114 registros, seguidos por 21 répteis e dois mamíferos, incluindo o tamanduá e um lobinho que deu entrada recentemente na unidade.

Os números refletem a importância estratégica do centro, que permite atendimento mais rápido e reduz o tempo de deslocamento dos animais feridos, aumentando significativamente as chances de recuperação e retorno à natureza.

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Estrutura fortalece rede de proteção ambiental

A criação do CETAS também contribui para desafogar o fluxo do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), localizado em Campo Grande. Antes da implantação da nova unidade, todos os animais resgatados na região precisavam ser encaminhados à capital, o que dificultava o atendimento e prolongava o tempo de recuperação.

Com a nova estrutura, os casos passam a ser tratados mais próximos do local de resgate, enquanto situações mais complexas continuam sendo encaminhadas ao CRAS, garantindo maior eficiência no sistema de atendimento.

Resultado de mais de uma década de estudos e articulações, o CETAS de Três Lagoas representa um investimento de aproximadamente R$ 1,7 milhão, viabilizado por empresas instaladas na região, em parceria com o poder público. A unidade foi projetada com estrutura adequada para resgate, triagem, tratamento e permanência temporária dos animais, seguindo rigorosos padrões técnicos e sanitários.

Inserido em uma região considerada corredor ecológico, o centro desempenha papel fundamental na preservação da fauna local. A recuperação do tamanduá-bandeira, primeiro caso emblemático após a inauguração, simboliza o impacto positivo da iniciativa e reforça a importância da nova estrutura para a conservação ambiental em Mato Grosso do Sul.

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