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Queda com o ICMS do gás tira R$ 110 milhões de Três Lagoas em 2025, mas prefeitura diz 'segurar as contas'

Foto: reprodução
Rogério Potinatti
11/2/2026
às
7:45

Três Lagoas perdeu, no ano passado, cerca de R$ 110 milhões em arrecadação com o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) junto ao Governo do Estado, por mudanças na tributação dos gases importados da Bolívia que entram em Mato Grosso do Sul.

Mesmo assim, conforme o prefeito Cassiano Maia (PP/MS), o município conseguiu fechar o ano sem déficit. Ele afirmou, durante uma entrevista ao Grupo RCN, que a administração adota uma política rigorosa de controle fiscal, o que permitiu manter as contas no azul e iniciar 2026 com estabilidade financeira.

Segundo o prefeito, a gestão optou, por exemplo, em não ampliar despesas sem garantia real de receita. Em vez de cortes drásticos em áreas essenciais, o município fez um monitoramento preciso dos gastos, priorizando o equilíbrio entre custeio e investimento.

“O objetivo foi atravessar esse período de queda de arrecadação sem comprometer serviços nem criar passivos para o futuro”, explicou Maia.

Com as contas organizadas, Três Lagoas está agora na reta final para contratar um financiamento internacional de US$ 36 milhões (cerca de R$ 180 milhões) junto ao Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF).

A operação ainda depende de aval do Tesouro Nacional e do Senado Federal, etapas exigidas para que municípios brasileiros acessem crédito externo. De acordo com o prefeito, apenas cidades com alto nível de solvência conseguem essa autorização, já que os juros no mercado internacional são mais baixos do que os praticados no Brasil.

Se aprovado, o recurso será liberado em parcela única e deverá ser usado, essencialmente, em obras e projetos estruturantes, com impacto direto no desenvolvimento urbano e econômico do município.

Plano de Carreira dos servidores passa por análise técnica

Outro tema sensível levantado pelo prefeito Cassiano Maia é o Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos servidores municipais. A prefeitura informou que aguarda a conclusão de um estudo técnico, contratado ainda na gestão anterior, que vai medir o impacto financeiro da proposta.

A orientação, segundo o mandatário, é que o projeto só seja encaminhado à Câmara Municipal quando houver plena segurança de que a medida não comprometerá o equilíbrio das contas no longo prazo.

“A valorização do servidor é importante, mas precisa caminhar junto com a responsabilidade fiscal”, concluiu Cassiano Maia.