O prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro (PSDB), voltou a ser assunto após se envolver em uma confusão registrada na noite da última terça-feira (30), em um posto de combustíveis da cidade. As imagens, gravadas por pessoas que estavam no local, mostram uma discussão intensa entre o chefe do Executivo municipal e um morador.
Nos vídeos que circulam amplamente em aplicativos de mensagens e redes sociais, o desentendimento verbal escala. Em um dos momentos, o morador se afasta correndo, enquanto o prefeito surge segurando um objeto que aparenta ser uma barra de ferro, o que ampliou a repercussão e levantou questionamentos sobre a conduta do gestor. Juliano Ferro estava em uma caminhonete, com a esposa, no instante do ocorrido.
Veja o vídeo da confusão:
O conteúdo se espalhou rapidamente por plataformas como WhatsApp e Instagram, provocando reações diversas entre moradores e internautas.
Diante da repercussão, o prefeito usou suas redes sociais para apresentar sua versão dos fatos. Segundo Juliano Ferro, o homem que aparece nas imagens já teria histórico de conflitos com ele, incluindo registros policiais anteriores. O prefeito afirmou que existem boletins de ocorrência por ameaça e tentativa de homicídio contra ele e sua família.
Sobre a confusão no posto, Juliano Ferro relatou que teria sido surpreendido pela aproximação do morador no momento em que parou para abastecer e alegou ter agido em legítima defesa. Ele também afirmou que o outro envolvido possui passagens pela polícia por diferentes crimes e que "antes de prefeito é homem".
Após a manifestação do prefeito, os comentários em suas redes passaram a reunir mensagens de apoio e de reprovação de seguidores, com elogios e mensagens que expressam decepção à sua postura agressiva, reforçando a polarização em torno do lamentável episódio.
"Louco" e colecionador de polêmicas
Auto-entitulado "o prefeito mais louco do Brasil", Juliano Ferro já foi condenado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul por ameaça contra o deputado estadual Renato Câmara (MDB). O parlamentar contou à Justiça que tem medo de andar na cidade por causa das intimidações feitas pelo chefe do executivo.
Ferro é acusado pelo Gaeco de comprar uma caminhonete após a morte do proprietário em Goiás e falsificar o documento para transferir a propriedade do veículo. O MPE o acusou pelos crimes de falsificação de documentos públicos, corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro.
O prefeito ainda não cumpriu decisão judicial para reduzir o próprio salário de R$ 35 mil para R$ 19.904. O ex-tucano ignorou até decisão do presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, desembargador Dorival Renato Pavan.






