Mesmo em um cenário internacional marcado por instabilidade e conflitos geopolíticos, Mato Grosso do Sul manteve o ritmo forte nas exportações e registrou, em março de 2026, um dos melhores desempenhos já alcançados. O Estado movimentou cerca de US$ 1,1 bilhão em vendas externas, consolidando o mês como o terceiro mais expressivo da série histórica.
A China segue como principal destino dos produtos sul-mato-grossenses, concentrando mais da metade do volume exportado. Foram aproximadamente US$ 571 milhões enviados ao país asiático, reforçando a dependência comercial e a relevância do mercado chinês para a economia estadual.
Na sequência aparecem os Estados Unidos, com participação bem menor, mas ainda significativa, seguidos pelos Países Baixos e pela Itália. Um destaque recente é o Vietnã, que vem ganhando espaço e já figura entre os cinco maiores compradores, sinalizando a diversificação dos mercados internacionais.
Soja lidera, celulose cresce e carne recua
A soja voltou a ocupar o topo da pauta exportadora em março, impulsionada pelo avanço da colheita e pela liberação de estoques. O grão respondeu por quase metade de tudo o que foi vendido ao exterior, com forte demanda principalmente da China.
A celulose aparece como o segundo produto mais exportado, confirmando a força do setor industrial no Estado, especialmente na região leste, onde grandes plantas industriais sustentam a produção em larga escala.
Já a carne bovina, que vinha ganhando destaque nos primeiros meses do ano, perdeu posição e passou a ocupar o terceiro lugar, embora ainda represente uma fatia relevante das exportações, com mercados importantes como China e Estados Unidos.
Balança positiva e dependência energética
No sentido contrário, as importações somaram pouco mais de US$ 222 milhões no mesmo período, garantindo ao Estado um saldo comercial positivo de aproximadamente US$ 865 milhões.
Entre os principais itens comprados do exterior, o gás natural lidera, com destaque para as aquisições feitas junto à Bolívia, seguido por produtos químicos utilizados na indústria. O volume importado reflete tanto a necessidade energética quanto a demanda industrial crescente.
Com o resultado de março, Mato Grosso do Sul reafirma sua posição como um dos principais polos exportadores do país, sustentado por uma base produtiva forte, diversificada e cada vez mais conectada ao mercado global.


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