Mato Grosso do Sul voltou a alertar as autoridades de saúde brasileiras após a confirmação de mais uma morte por chikungunya no Estado, nesta quinta-feira (21). A vítima foi uma mulher de 53 anos, moradora de Guia Lopes da Laguna, que estava internada com sintomas respiratórios há uma semana. Com o novo registro, Mato Grosso do Sul chega a 19 mortes por chikungunya apenas em 2026 e passa a concentrar mais de 70% dos óbitos registrados no Brasil este ano.
Dados do Ministério da Saúde apontam que o país contabiliza 27 mortes provocadas pela doença até o momento. Além de Mato Grosso do Sul, os demais casos foram registrados em estados como Goiás, São Paulo, Rondônia, Mato Grosso, Bahia e Minas Gerais.
O avanço da doença preocupa autoridades sanitárias devido ao crescimento acelerado dos casos no Estado. Em menos de cinco meses, 2026 já representa quase 80% de todas as mortes por chikungunya registradas em Mato Grosso do Sul na última década.
Atualmente, o Estado soma cerca de 12,7 mil casos prováveis da doença, número que corresponde a mais de um quarto de todos os registros nacionais. A taxa de incidência sul-mato-grossense também chama atenção: são mais de 435 casos para cada 100 mil habitantes, índice muito acima da média brasileira.
Em Guia Lopes da Laguna, a situação já é considerada epidêmica. O município possui 93 casos prováveis em 2026, sendo a maioria confirmada por exames laboratoriais.
A maior concentração de mortes segue em Dourados, que já contabiliza 12 óbitos. Também há registros em Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Guia Lopes da Laguna e Douradina.

Cuidados
Especialistas reforçam que idosos, crianças e pessoas com comorbidades estão entre os grupos de maior risco para agravamento da doença.
Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a chikungunya costuma provocar febre alta e dores intensas nas articulações, muitas vezes incapacitantes. Em alguns casos, o vírus também pode desencadear complicações neurológicas graves e deixar sequelas por anos.
Médicos alertam que o atendimento precoce é fundamental, principalmente diante de sintomas como febre repentina, dores fortes nas articulações, manchas pelo corpo e sinais de agravamento do quadro clínico.
Diante da explosão de casos, alguns municípios sul-mato-grossenses já iniciaram a vacinação contra a chikungunya. Itaporã foi a primeira cidade do Estado a começar a imunização, seguida por Amambai, Batayporã, Douradina e Sete Quedas.
As doses são destinadas, neste momento, principalmente para adultos sem comorbidades em regiões classificadas como áreas de epidemia.


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