Estado deve alcançar 29,3 milhões de toneladas, impulsionado por expansão de áreas e tecnologias avançadas
Mato Grosso do Sul está prestes a bater um novo recorde na agricultura: a safra de grãos 2025/2026 deve somar 29,3 milhões de toneladas, conforme o 4º Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado recentemente. Esse volume representa um avanço de 2,7% sobre o ciclo anterior e supera a estimativa inicial de outubro, consolidando o Estado como líder em produtividade no setor.
O crescimento é atribuído a uma combinação de fatores positivos, incluindo o aumento da área cultivada em 5,6%, que passará de 6,6 milhões para 7 milhões de hectares. Esse avanço coloca MS entre os estados brasileiros com maior expansão agrícola, atrás apenas de Amazonas (19,9%), Amapá (14,3%), Pará (10,6%), Rio de Janeiro (7,1%), Tocantins (6,1%) e Roraima (5,6%). Condições climáticas favoráveis e inovações tecnológicas também contribuem para o otimismo.
A soja permanece como o destaque absoluto, respondendo por cerca de 53% da produção total, com expectativa de 15,6 milhões de toneladas — um salto de 10% em relação à safra passada. O sorgo, por sua vez, vive um boom impressionante: em cinco safras, sua área plantada cresceu quase 8.000%, de 5 mil hectares em 2020 para quase 400 mil na temporada 2024/2025, impulsionado pela demanda das usinas de etanol de milho. Para 2026, a projeção é de 624,6 mil toneladas, posicionando MS como o 4º maior produtor nacional do grão.
"Embora o sorgo sempre tenha sido conhecido pelo produtor, sua expansão era limitada pela falta de demanda estruturada. Isso mudou quando as indústrias passaram a firmar contratos de compra, garantindo previsibilidade, escala e segurança econômica", destacou o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck.
Outras culturas também mostram força: o amendoim deve atingir 183,6 mil toneladas, o feijão 11,9 mil, o milho 155,4 mil na primeira safra e 12,4 milhões na segunda. Aveia e trigo permanecem estáveis.
No panorama nacional, a produção de grãos cresce 0,3%, chegando a 353,1 milhões de toneladas em 83,9 milhões de hectares.
As exportações devem bater 41,5 milhões de toneladas, impulsionadas pela oferta interna e demanda global, enquanto o consumo doméstico fica em 90,56 milhões. O aumento no uso de milho para etanol é apontado como um dos principais motores desse cenário.






