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MS concentra 68% das mortes por chikungunya do país e já iguala total de óbitos de todo 2025

Foto: divulgação/prefeitura de Dourados
Rogério Potinatti
18/5/2026
às
7:45

Mato Grosso do Sul atingiu um dos cenários mais preocupantes do país em relação à chikungunya. O Estado já soma 17 mortes confirmadas pela doença em 2026 — mesmo total registrado durante todo o ano anterior. A vítima mais recente foi um homem de 43 anos, morador de Douradina, que morreu no dia 22 de abril.

O avanço acelerado da doença também aparece no número de casos. Apenas na última semana, Mato Grosso do Sul registrou mais 1.191 notificações prováveis, ultrapassando 11,5 mil ocorrências neste ano. O volume já representa mais de 80% de todos os registros contabilizados em 2025.

A situação preocupa especialistas porque a incidência estadual chegou a 417,9 casos por 100 mil habitantes, índice considerado extremamente elevado para doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Em cidades como Douradina, os números explodiram e colocaram o município no topo do ranking estadual de incidência.

Apesar disso, a Secretaria de Estado de Saúde afirma que o cenário ainda não configura oficialmente uma epidemia estadual, argumentando que a classificação depende de fatores como pressão sobre o sistema de saúde, crescimento sustentado dos casos e disseminação territorial da doença.

MS lidera números nacionais e amplia vacinação

Os dados colocam Mato Grosso do Sul no epicentro brasileiro da chikungunya em 2026. O Estado concentra sozinho 68% das mortes registradas no país e possui incidência mais de 20 vezes superior à média nacional.

As mortes confirmadas ocorreram principalmente em cidades da região sul do Estado, com destaque para Dourados, que concentra a maior parte dos óbitos. Idosos, bebês e pessoas com doenças preexistentes aparecem entre os grupos de maior risco.

Especialistas alertam que a chikungunya pode provocar dores incapacitantes por meses ou até anos, além de complicações neurológicas graves em alguns pacientes.

Diante do avanço da doença, o Ministério da Saúde ampliou a vacinação para municípios considerados prioritários. Cidades como Itaporã, Dourados, Amambai, Batayporã, Douradina e Sete Quedas já começaram a receber doses do imunizante.

A orientação das autoridades de saúde segue focada na eliminação de criadouros do mosquito transmissor, limpeza de reservatórios de água e busca imediata por atendimento médico em casos de febre alta e dores intensas nas articulações.