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Governo federal reforça fiscalização diante da disparada dos combustíveis em MS

Foto: reprodução/Procon MS
Rogério Potinatti
18/5/2026
às
7:55

O avanço dos preços dos combustíveis em Mato Grosso do Sul colocou o Estado no centro da preocupação do governo federal em 2026. Em meio à escalada do diesel e da gasolina, o Ministério de Minas e Energia (MME) lançou uma nova rodada de subsídios para tentar conter os reajustes nas bombas.

A medida foi divulgada na última quarta-feira (13) e prevê ajuda financeira de até R$ 0,8925 por litro da gasolina e até R$ 0,3515 por litro do diesel.

O anúncio ocorre justamente em um momento em que Mato Grosso do Sul registra um dos maiores preços médios do país para o diesel S-10, combustível amplamente utilizado pelo transporte de cargas e pelo agronegócio, com valores acima de R$ 7,50 praticados por litro no Estado.

A gasolina também acumula aumentos sucessivos desde março, pressionada pela valorização internacional do petróleo e pelos reflexos da tensão geopolítica no Oriente Médio. Além disso, o reajuste do ICMS aplicado no início deste ano contribuiu para elevar ainda mais os preços ao consumidor.

Segundo o governo federal, os novos subsídios serão regulamentados pelo Ministério da Fazenda e pagos diretamente aos produtores e importadores por meio da ANP.

Os cálculos do Executivo apontam que cada redução de R$ 0,10 na gasolina representa custo mensal de aproximadamente R$ 272 milhões aos cofres públicos. No diesel, o impacto estimado chega a R$ 492 milhões mensais para cada R$ 0,10 subsidiado.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que a prioridade inicial será conter os reajustes da gasolina, combustível que ainda não havia recebido medidas compensatórias desde o agravamento da crise internacional do petróleo.

Enquanto isso, em Campo Grande, o Procon-MS segue monitorando a volatilidade dos preços nos postos de combustíveis da Capital.

reprodução

Etanol ganha espaço

Em meio à disparada da gasolina, o etanol passou a ganhar competitividade em Mato Grosso do Sul ao longo de 2026.

Levantamentos da ANP indicaram que, em diferentes períodos do ano, a paridade do etanol ficou abaixo de 70% em relação à gasolina — índice considerado vantajoso para o consumidor.

O cenário reforça o peso da cadeia de biocombustíveis no Estado, um dos principais polos sucroenergéticos do país.

Além das novas subvenções, o governo federal já havia zerado tributos sobre o diesel e encaminhado ao Congresso propostas para utilizar receitas extraordinárias do petróleo na redução de impostos sobre gasolina, etanol, diesel e biodiesel.