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Municípios e rodovias de MS devem receber melhorias em sinal de celular

Foto: reprodução
Rogério Potinatti
25/2/2026
às
7:20

Moradores de algumas regiões rurais e cidades do interior de Mato Grosso do Sul devem finalmente sair das “zonas de silêncio” digital. Um novo plano de expansão da telefonia móvel, viabilizado pelo leilão da faixa de 700 MHz, vai reforçar o sinal em 12 municípios e ampliar a cobertura em trechos estratégicos da BR-163, beneficiando cerca de 18 mil pessoas em 15 localidades do Estado.

A ação é coordenada pelo Ministério das Comunicações em parceria com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), com foco em áreas onde o acesso à internet e às ligações ainda é precário ou inexistente.

O reforço na infraestrutura vai alcançar os municípios de Aquidauana, Aral Moreira, Bataguassu, Caarapó, Dois Irmãos do Buriti, Fátima do Sul, Miranda, Nova Alvorada do Sul, Nova Andradina, Ponta Porã, Sidrolândia e Vicentina.

Com a melhoria, os moradores terão conexões mais estáveis, internet móvel mais rápida e acesso facilitado a serviços digitais como telemedicina, ensino remoto, aplicativos bancários e atendimento público online.

Além das áreas urbanas e rurais, a expansão inclui cerca de 175 quilômetros da BR‑163, considerada o principal eixo logístico de Mato Grosso do Sul. Os trechos contemplados passam por regiões de Bandeirantes, Coxim, Itaquiraí, Juti, Naviraí, Rio Verde de Mato Grosso e São Gabriel do Oeste.

A medida deve aumentar a segurança nas estradas, permitindo comunicação em casos de emergência, melhor coordenação logística e suporte aos milhares de motoristas que utilizam diariamente o corredor para transporte de grãos, celulose e outras cargas.

A faixa de 700 MHz é considerada estratégica por permitir que o sinal alcance distâncias maiores e atravesse obstáculos com mais eficiência, o que a torna ideal para regiões com baixa densidade populacional. Essa tecnologia é amplamente utilizada no 4G e também contribui para a expansão de redes mais modernas.

Diferentemente de leilões focados apenas na arrecadação, este modelo exige que as operadoras invistam diretamente na infraestrutura, ampliando a cobertura em áreas negligenciadas.

Em todo o país, a iniciativa deve conectar aproximadamente 500 pequenas localidades e beneficiar cerca de 1,2 milhão de brasileiros, acelerando a inclusão digital e reduzindo desigualdades no acesso à comunicação.