A senadora Tereza Cristina passou a ser citada nos bastidores do Progressistas como possível alternativa para assumir temporariamente o comando nacional da legenda após o presidente do partido, Ciro Nogueira, ser alvo de uma nova fase da Operação Compliance Zero.
A ofensiva, deflagrada na última quinta-feira, investiga supostas irregularidades envolvendo o Banco Master e acabou ampliando a pressão política dentro do partido.
A discussão ganhou força após a vereadora paulistana Janaina Paschoal defender publicamente que Ciro Nogueira se afaste da presidência da sigla enquanto as investigações estiverem em andamento.
Segundo Janaina, a substituição não representaria admissão de culpa, mas uma medida de cautela institucional. Para ela, o nome de Tereza Cristina surge como alternativa natural por conta da trajetória construída dentro do Progressistas e da posição de liderança ocupada atualmente pela senadora.
Além de integrar a vice-presidência nacional do partido, Tereza também exerce papel de destaque no Senado e na articulação política da federação formada entre PP e União Brasil em Mato Grosso do Sul.
Bastidores nacionais movimentam cenário político
Nos últimos meses, o nome da senadora sul-mato-grossense passou a circular com frequência em articulações nacionais. Ela já foi apontada como possível opção para compor uma chapa presidencial como candidata à vice-presidente em um projeto ligado ao grupo político de Flávio Bolsonaro.
Apesar das especulações, Tereza Cristina afirmou anteriormente que não recebeu convite formal para disputar o cargo.
Ao mesmo tempo, aliados também enxergam a parlamentar como potencial candidata à presidência do Senado em futuras articulações dentro do Congresso Nacional.
O movimento reforça o crescimento do espaço político ocupado pela ex-ministra da Agricultura no cenário nacional, especialmente dentro do agronegócio e da centro-direita brasileira.


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