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Riedel apresenta plano estratégico do agro de MS e projeta Flávio Bolsonaro na Presidência

Foto: reprodução
Rogério Potinatti
7/4/2026
às
8:00

O agronegócio brasileiro virou pauta central em uma articulação política que começa a ganhar forma para as próximas eleições. Em Brasília, o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, e o ex-governador Reinaldo Azambuja entregaram ao senador Flávio Bolsonaro um conjunto de propostas voltadas ao fortalecimento do setor, com foco direto na construção de um futuro plano de governo presidencial.

Batizado de “Pacto Pelo Desenvolvimento: A Potência do Agro”, o documento reúne diagnósticos e sugestões elaboradas por representantes do setor produtivo, trazendo uma leitura prática dos principais gargalos e oportunidades do agronegócio no país.

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Durante o encontro, Riedel destacou que o material vai além de um posicionamento político e busca contribuir efetivamente com políticas públicas. A proposta, segundo ele, nasce da experiência de quem atua diretamente no campo e enfrenta os desafios do setor no dia a dia.

O conteúdo aborda desde as vantagens competitivas do Brasil — como solo fértil, disponibilidade hídrica e avanço tecnológico — até entraves estruturais, como infraestrutura, crédito e segurança jurídica. O agro, responsável por cerca de 25% do PIB nacional, é tratado como peça estratégica para o desenvolvimento econômico.

Flávio Bolsonaro, ao receber o documento, afirmou que pretende incorporar as propostas à construção de seu projeto político. Ele reforçou a importância de ouvir o setor produtivo e sinalizou que o agronegócio deve ocupar posição central em sua agenda, com foco em crédito, competitividade e redução de entraves.

O plano apresentado está estruturado em sete eixos: produção sustentável e inclusão, infraestrutura, crédito e seguro rural, modernização ambiental e segurança jurídica, fortalecimento das cadeias produtivas, inovação tecnológica e inserção internacional.

A ideia é reposicionar o agronegócio como um vetor estratégico dentro de um projeto nacional, deixando de ser visto apenas como segmento econômico isolado.

A articulação também tem reflexos diretos em Mato Grosso do Sul. Flávio Bolsonaro deve desembarcar no Estado nesta semana para participar da abertura da Expogrande, em Campo Grande, evento tradicional do setor agropecuário.

A visita ocorre em meio a um cenário político movimentado, com disputas internas dentro do PL e articulações para as eleições ao Senado. Nomes como Reinaldo Azambuja, Capitão Contar e Marcos Pollon aparecem no radar, em um contexto de indefinição sobre quem representará o partido na disputa.

Disputa por espaço na chapa presidencial

Outro ponto que ganha força nos bastidores é a composição de uma eventual chapa presidencial. A senadora sul-mato-grossense Tereza Cristina surge como uma das opções para vice, com apoio de setores do Centrão e de parte do mercado.

Tereza Cristina surge como opção para vice de Flávio Bolsonaro, com apoio do Centrão | reprodução

Apesar disso, há resistência dentro de alas mais alinhadas ao núcleo político de Flávio Bolsonaro, que avaliam outros nomes para compor a chapa, como o governador de Minas Gerais, Romeu Zema.

A definição deve passar por critérios estratégicos, como tempo de TV, alianças partidárias e capacidade de articulação política.

Com o avanço dessas movimentações políticas, Mato Grosso do Sul se coloca como potência do agronegócio e peça relevante no tabuleiro político nacional, influenciando debates que podem moldar os rumos da economia brasileira nos próximos anos.