A decisão da União Europeia de restringir a entrada de produtos brasileiros de origem animal gerou preocupação entre representantes políticos ligados ao agronegócio, especialmente em estados com forte presença da pecuária e da indústria frigorífica, como Mato Grosso do Sul.
A senadora Tereza Cristina (PP/MS) afirmou que a medida pode provocar impactos econômicos importantes para os frigoríficos exportadores e para toda a cadeia produtiva ligada à carne bovina no Estado.
Segundo ela, a decisão europeia surpreende principalmente pelo momento em que ocorre, logo após o avanço do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.
A parlamentar também questionou a falta de clareza sobre os critérios técnicos utilizados pelos europeus para retirar o Brasil da lista de países habilitados para exportação em determinadas categorias de produtos de origem animal.
Para Tereza Cristina, o governo brasileiro precisará atuar rapidamente tanto no campo técnico quanto diplomático para tentar reverter o cenário.
Outro representante sul-mato-grossense no Senado, Nelsinho Trad (PSD/MS), destacou que questões sanitárias sempre ocuparam posição central nas exigências da União Europeia, mas alertou para o risco de barreiras comerciais disfarçadas de critérios técnicos.
Segundo ele, o Brasil deve manter diálogo permanente com as autoridades europeias para evitar prejuízos ao setor produtivo nacional.
O senador informou que o tema já entrou na pauta de discussões entre representantes do governo brasileiro e integrantes da União Europeia, incluindo articulações conduzidas pelo Ministério da Agricultura.

Medida passa a valer em setembro
As novas restrições aprovadas pela Comissão Europeia devem entrar em vigor a partir de setembro de 2026.
O governo brasileiro informou que a decisão foi tomada dentro do Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da União Europeia, responsável por revisar a lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal ao bloco.
Apesar da decisão, as exportações brasileiras seguem ocorrendo normalmente até a entrada oficial das novas regras.
O tema preocupa principalmente estados exportadores como Mato Grosso do Sul, onde o agronegócio e os frigoríficos têm peso significativo na economia regional e nas exportações brasileiras.


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