A tentativa de avanço nas negociações do Acordo Coletivo 2025/2026 da Suzano terminou em impasse. Em assembleia realizada e encerrada na terça-feira (31/3), mais de 98% dos trabalhadores votaram contra a proposta apresentada pela empresa, mantendo indefinido o futuro do acordo.
Ao todo, 349 funcionários participaram da votação. Destes, 345 rejeitaram os termos apresentados e apenas quatro se posicionaram favoravelmente, evidenciando forte insatisfação da categoria com as condições propostas.
Entre os pontos que pesaram na decisão está a mudança na cláusula de assistência médica. A proposta previa retirar a obrigatoriedade de contratação da Unimed como operadora do plano de saúde, substituindo por um modelo mais flexível. O tema, considerado sensível pelos trabalhadores, acabou sendo determinante para o resultado.
De acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Papel e Celulose de Três Lagoas (SITITREL), Rodinei Silva, a rejeição massiva reflete diretamente a preocupação da categoria com possíveis impactos na qualidade do atendimento. Ele também destacou o desgaste ao longo das negociações.
Com a negativa, o acordo coletivo — cuja data-base é agosto — permanece em aberto. A expectativa agora é de retomada das tratativas entre empresa e sindicato, já que a formalização do contrato é considerada essencial para ambas as partes.
A proposta apresentada pela Suzano incluía reajuste salarial de 5,13%, abono de R$ 3.350, cesta básica de R$ 510, auxílio-creche de R$ 790 e auxílio para pessoas com deficiência de R$ 2.020, além da alteração na cláusula relacionada ao plano de saúde.
Sem consenso, o cenário segue indefinido, e a negociação entra em uma nova fase, com pressão da categoria por condições que atendam às demandas apresentadas durante o processo.


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