O avanço dos grandes investimentos industriais no leste de Mato Grosso do Sul já começa a provocar novos debates sobre segurança pública, infraestrutura urbana e crescimento populacional acelerado na região. O tema esteve no centro de uma reunião realizada em Três Lagoas entre autoridades policiais, representantes do setor produtivo e integrantes do Conselho Interativo de Segurança Microrregional Leste (Conseg).
O encontro marcou oficialmente a entrada da Arauco no grupo regional de segurança, em meio à expansão do Projeto Sucuriú, megafábrica de celulose que está sendo construída em Inocência.
Atualmente, o empreendimento já concentra cerca de 12 mil trabalhadores no canteiro de obras, número que deve subir ainda mais nos próximos meses. A projeção é atingir aproximadamente 14 mil pessoas no auge da construção — contingente superior à própria população urbana do município.
Com a rápida transformação econômica impulsionada pelo setor da celulose, autoridades passaram a discutir medidas preventivas para evitar impactos negativos relacionados ao aumento populacional e à pressão sobre os serviços públicos.
Entre as preocupações debatidas estão possíveis reflexos na criminalidade, demanda maior por policiamento, crescimento desordenado e desafios estruturais enfrentados pelas cidades da Costa Leste.
Representantes das polícias Civil e Militar de Três Lagoas, Inocência e Paranaíba participaram das discussões, que também envolveram estratégias de cooperação entre iniciativa privada e forças de segurança.
Empresas ampliam participação em ações de segurança
A adesão da Arauco ao conselho regional amplia a participação das grandes indústrias nas ações voltadas ao fortalecimento da segurança pública na região.
Além de apresentar detalhes do avanço das obras da nova fábrica, a empresa mostrou sistemas tecnológicos utilizados no monitoramento florestal, incluindo estruturas de detecção rápida de incêndios em áreas de plantio.
Segundo o presidente do Conseg, Eurides Silveira de Freitas, a chegada da companhia representa um reforço importante para o conselho, que atua desde 2015 integrando empresas, sociedade civil e órgãos de segurança.
Até então, a Suzano era a única gigante do setor florestal integrada formalmente ao grupo.
Os recursos utilizados pelo conselho são provenientes de contribuições privadas e ajudam no atendimento de demandas das forças policiais, incluindo manutenção de viaturas, aquisição de equipamentos e melhorias operacionais.
Durante o encontro, autoridades reforçaram que o crescimento econômico acelerado exige planejamento conjunto entre poder público, setor produtivo e forças de segurança.
A avaliação é de que o novo ciclo industrial vivido pela Costa Leste de Mato Grosso do Sul deve transformar profundamente a dinâmica das cidades da região nos próximos anos — exigindo respostas rápidas também na área da segurança pública.


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