Depois de mais de uma década parada, as obras para a retomada da UFN-3 finalmente começaram a sair do papel. A Petrobras indica que entrou na reta final dos trâmites para reativar o megaprojeto em Três Lagoas e a expectativa é que o canteiro volte a ter movimentação intensa entre junho e julho.
O projeto, considerado um dos maiores investimentos industriais em retomada no país, prevê aplicação de aproximadamente R$ 5 bilhões para concluir a fábrica de fertilizantes nitrogenados.
Nos bastidores, a estatal acelera a formalização dos contratos com empresas e consórcios responsáveis pelos diferentes setores da obra. A estratégia adotada pela Petrobras foi dividir a construção em vários pacotes independentes, numa tentativa de evitar novos entraves e dar mais agilidade à execução.
Os lotes envolvem desde infraestrutura básica, como drenagem e pavimentação, até áreas altamente complexas da planta industrial, incluindo sistemas de amônia, ureia e automação.
A expectativa em torno da retomada da UFN-3 já começa a movimentar o setor econômico da Costa Leste de Mato Grosso do Sul. O empreendimento deve gerar um forte efeito sobre construção civil, comércio, hotelaria, alimentação e prestação de serviços.
Durante o pico das obras, a previsão é de até 8 mil empregos entre vagas diretas e indiretas, reacendendo a corrida por mão de obra qualificada na região.
O impacto também deve atingir cidades do interior paulista próximas de Três Lagoas, que tradicionalmente absorvem parte da demanda ligada aos grandes empreendimentos industriais instalados no município.

Projeto é estratégico para o agronegócio
Quando entrar em operação, a UFN-3 terá capacidade para produzir diariamente milhares de toneladas de ureia e amônia, insumos fundamentais para o agronegócio brasileiro.
A expectativa é que a unidade ajude a reduzir a dependência nacional de fertilizantes importados, principalmente em um momento em que o setor agrícola busca maior segurança no abastecimento após crises internacionais recentes.
A produção deverá atender especialmente os mercados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Paraná e São Paulo — regiões que concentram parte importante da produção agrícola do país.
Paralisada desde 2014 e com cerca de 80% da estrutura já construída, a UFN-3 se tornou ao longo dos anos um símbolo do potencial industrial interrompido em Três Lagoas. Agora, a retomada reacende a expectativa de transformar novamente o município em um dos principais polos industriais do Centro-Oeste brasileiro.


.gif)



