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Banco Master: rombo de R$ 18 milhões atinge aposentadorias em pelo menos 8 cidades de MS

Foto: reprodução
Rogério Potinatti
10/2/2026
às
7:30

Um levantamento divulgado recentemente pela Folha de São Paulo, feito com base em dados da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e do Ministério da Previdência Social, revelou que pelo menos oito municípios de Mato Grosso do Sul enfrentam prejuízos severos após investirem recursos da previdência social no Banco Master.

No total, o rombo nas contas destinadas ao pagamento de aposentados e pensionistas do estado somaria aproximadamente R$ 18 milhões.

O impacto financeiro varia drasticamente entre as cidades, mas a situação mais crítica é a de Fátima do Sul, que registrou a maior perda individual do estado. Municípios de pequeno porte, como Tacuru, também chamam a atenção pelo alto valor investido em relação à sua população.

Para visualizar a distribuição dos recursos aplicados por cada administração, veja o comparativo abaixo:

reprodução

Além da perda financeira, os gestores responsáveis pelas aplicações podem enfrentar sérias consequências jurídicas. O Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS) já abriu procedimentos para investigar a legalidade dessas operações.

Os 8 prefeitos responsáveis pelos investimentos feitos no Banco Master podem entrar na mira da Polícia Federal, por terem assumido o risco dos investimentos apesar dos alertas.

A Polícia Federal monitora o caso, suspeitando de um esquema maior envolvendo políticos do "Centrão". No Congresso Nacional, cresce a articulação para a criação de uma CPI para investigar as atividades do Banco Master, que se tornou um dos maiores focos de suspeita de corrupção no sistema financeiro recente do país.

Quem paga a conta?

Uma decisão recente do Governo Federal trouxe ainda mais preocupação para as administrações locais. O Ministério da Previdência Social esclareceu que, em caso de perdas definitivas em investimentos feitos pelos fundos de previdência (RPPS), a responsabilidade final de cobrir o rombo é do próprio ente federativo.

Na prática, isso significa que as prefeituras de Mato Grosso do Sul terão de retirar dinheiro do orçamento municipal — que poderia ser usado em saúde, educação ou infraestrutura — para garantir que o pagamento dos aposentados não seja interrompido.