O empresário Camillo Gandi Zahran Georges, que estava foragido desde o final de janeiro, obteve a revogação de seu mandado de prisão temporária. A decisão, proferida pelo juiz Armando Gossn Costantini, da Vara das Garantias de São José do Rio Preto (SP), também beneficiou João Augusto de Almeida Mendonça, apontado como braço direito do herdeiro. Ambos são alvos da Operação Castelo de Cartas, que apura um esquema de estelionato e fraude eletrônica com prejuízo estimado em R$ 10 milhões.
Apesar da revogação da prisão, o magistrado impôs uma série de medidas cautelares rigorosas para garantir a continuidade das investigações. O juiz entendeu que, com a apreensão de bens e documentos, o risco de dilapidação do patrimônio das vítimas foi reduzido.
Entre as regras que Camillo e João Augusto deverão cumprir estão:
- Monitoramento eletrônico (uso obrigatório de tornozeleira);
- Recolhimento domiciliar noturno (das 22h às 06h) e integral nos dias de folga;
- Proibição de frequentar locais como bares e prostíbulos;
- Proibição de contato com vítimas ou testemunhas, por qualquer meio (inclusive digital);
- Proibição de deixar a Comarca sem autorização judicial.
As investigações apontam que Camillo e seu irmão, Gabriel Gandi Zahran Georges, lideravam uma organização criminosa que prometia retornos financeiros elevados.
Para atrair as vítimas, os suspeitos simulavam que suas empresas de fachada eram terceirizadas do tradicional grupo empresarial da família Zahran, que prosperam no setor de gás e energia e comunicação, com as TVs Morena (MS) e Centro América (MT), além de emissoras de rádio, portais de notícias, etc.
De acordo com a polícia, os irmãos não possuem qualquer cargo administrativo nas empresas oficiais da família. O delegado responsável pelo caso explicou que o grupo utilizava o prestígio do sobrenome para dar legitimidade às fraudes, enganando investidores que acreditavam estar aplicando dinheiro em negócios sólidos e vinculados ao império familiar.
Gabriel Zahran, que também foi alvo de buscas em Campo Grande, mas foi liberado após prestar depoimento, divulgou nota oficial declarando-se inocente. No comunicado, ele buscou se distanciar das ações do irmão.
"Com relação ao meu irmão, a única coisa que posso falar é que, se de alguma forma ele transgrediu as leis, terá que prestar contas à Justiça", afirmou Gabriel na nota. A defesa de Camillo foi procurada, mas não se manifestou.
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