Os consumidores de Mato Grosso do Sul começaram a sentir um novo peso no orçamento. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta quarta-feira (22) o reajuste tarifário da Energisa, com aumento médio de 12,11%, válido de forma imediata e com efeitos retroativos à data-base de 8 de abril.
Na prática, isso significa que a próxima conta de luz já virá mais cara — e, em alguns casos, com cobrança proporcional ao período anterior à decisão. Trata-se do maior reajuste desde 2022, quando a tarifa havia subido 15,6%.
O impacto atinge cerca de 1,1 milhão de consumidores da Energisa no Estado. Para clientes de alta tensão, como indústrias, o aumento médio será de 12,39%. Já para residências e pequenos comércios (baixa tensão), o reajuste ficou em 11,98%.
O aumento ocorre em um momento de pressão sobre o custo de vida, com combustíveis e alimentos também em alta, o que amplia o impacto no bolso da população. O índice autorizado supera em mais de três vezes a inflação acumulada dos últimos 12 meses.
Durante a análise do processo, representantes de consumidores alertaram para o risco de novos aumentos e criticaram a ausência de medidas estruturais para conter a escalada das tarifas. Parte do reajuste foi atenuada por um mecanismo regulatório que reduziu o índice final em cerca de 0,8 ponto percentual, mas essa diferença será compensada futuramente pelos próprios consumidores.
Entre os principais fatores que puxaram a alta estão encargos setoriais, especialmente os ligados à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que registraram aumentos expressivos em diferentes componentes da tarifa.
Segundo a Aneel, o reajuste segue regras contratuais e reflete a composição do setor elétrico, que ainda enfrenta desafios para garantir maior previsibilidade e equilíbrio nos preços ao consumidor final.


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