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Pesquisa mostra Reinaldo favorito e Soraya líder de rejeição para o Senado em 2026

Foto: reprodução
Rogério Potinatti
19/3/2025
às
7:50

Faltando pouco mais de um ano e meio para as eleições de 2026, o ex-governador Reinaldo Azambuja (PSDB), aparece como líder isolado na primeira pesquisa eleitoral para o Senado em Mato Grosso do Sul.

O levantamento, realizado pelo Instituto Ranking Brasil Inteligência e divulgado nesta semana, ouviu 3 mil pessoas em 30 municípios, entre 3 e 15 de março, com margem de erro de 1,8% e confiança de 95%.

Reinaldo aparece com ampla vantagem tanto na pesquisa espontânea quanto na estimulada. Sem citar nomes (espontânea), o ex-governador lidera com 8%, mais que o dobro do senador Nelsinho Trad (PSD), que vem em segundo lugar com 3,3%. Na sequência surgem Rose Modesto (União Brasil), Gerson Claro (PP), Vander Loubet (PT) e a atual senadora Soraya Thronicke (Podemos), todos com índices inferiores a 2,5%. Capitão Contar (PRTB) também pontua abaixo de 1%.

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Quando apresentados nomes dos candidatos (estimulada), Reinaldo amplia sua vantagem, liderando com 17%. Nelsinho mantém a segunda posição, com 6,3%, seguido por Gerson Claro (3%) e Vander Loubet (2,2%).

Soraya, Capitão Contar, Marcelo Miglioli (PP), Geraldo Resende (PSDB), Gianni Nogueira (PL), Professor André Luís (PRD) e Luiz Ovando (PP) aparecem mais distantes, todos com menos de 2% das intenções de voto. Cerca de 65% afirmam estar indecisos ou pretendem anular o voto.

Um dado que chama atenção é a rejeição à senadora Soraya Thronicke, que lidera esse quesito com 10,3%, seguida por Capitão Contar, com 8,2%, e Geraldo Resende, com 7,5%. Soraya, eleita em 2018 na onda do bolsonarismo, se tornou crítica do ex-presidente Jair Bolsonaro e tenta agora conquistar o eleitorado de centro para renovar seu mandato em 2026.

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Entre os novos nomes apresentados, Gianni Nogueira (PL), vice-prefeita de Dourados e recentemente lançada por Bolsonaro, aparece na última posição. O levantamento também destaca que 80% dos eleitores ainda não definiram candidatos ao Senado, abrindo espaço para muitas mudanças até a eleição.

Nos bastidores, Reinaldo Azambuja avalia alternativas partidárias, já que o futuro do PSDB é incerto. Ele pode migrar para o PL, partido de Bolsonaro, ou para uma nova legenda resultante da fusão entre PSDB, PSD ou Podemos.

Outro aspecto relevante é a disputa interna no PP pelo apoio da senadora Tereza Cristina. Nessa corrida, Gerson Claro leva vantagem sobre Miglioli e Ovando. Capitão Contar, por sua vez, tenta evitar repetir a trajetória negativa do juiz aposentado Odilon de Oliveira, que perdeu força após disputas eleitorais recentes.

Mesmo com dificuldades enfrentadas pela esquerda após a queda de popularidade de Lula, Vander Loubet conseguiu pontuar. Já Simone Tebet (MDB), ministra do Planejamento, apesar de declarar interesse na disputa, sequer apareceu espontaneamente na lembrança dos eleitores.

Com informações do site O Jacaré