Começamos 2026 com a clara sensação de que este será um ano marcante para o Jornalismo brasileiro. Não apenas pela quantidade de acontecimentos no horizonte, mas pela complexidade deles — política, economia, cultura, esporte, ciência e comportamento se cruzam em um cenário que exigirá preparo, ética, agilidade e, acima de tudo, responsabilidade de quem informa.
Outubro será o grande teste democrático do país. As eleições gerais, com primeiro turno em 4 de outubro e segundo turno em 25, colocarão novamente o jornalismo no centro do debate público. Em tempos de fake news, produção de conteúdo com inteligência artificial (IA) e outros desafios tecnológicos, estaremos diante da missão de informar com equilíbrio, combater a desinformação e garantir que a sociedade tenha acesso a fatos, contexto e pluralidade. A posse dos eleitos, marcada para janeiro de 2027 — com a inédita posse presidencial no dia 5 — já começa a desenhar um novo capítulo institucional que exigirá atenção redobrada das redações.
Na economia, o desafio é traduzir números em realidade. As projeções de crescimento do PIB em torno de 2% apontam para uma desaceleração em relação a 2025, enquanto o embate entre política fiscal e monetária segue no centro das discussões. Juros elevados, inflação sob vigilância e estímulos à demanda formam um ambiente complexo, que pede jornalismo econômico didático, responsável e acessível ao cidadão comum.
O calendário cultural e esportivo também promete ser intenso — e diverso. Em nível nacional, teremos Carnaval, Lollapalooza, Rock in Rio, Oktoberfest de Blumenau, Festa do Peão de Barretos, Círio de Nazaré e o Natal Luz de Gramado, além de eventos inéditos, como experiências da NFL no Brasil e, possivelmente, jogos oficiais da liga.
No esporte, o destaque global fica para a Copa do Mundo da FIFA no Canadá, México e Estados Unidos, com o Brasil sediando partidas — uma oportunidade única para coberturas multiplataforma e narrativas que ultrapassam o campo.
E até o céu entra na pauta este ano. A superlua conhecida como “Lua do Lobo” abre um ciclo repleto de eventos astronômicos visíveis no Brasil, como eclipses e chuvas de meteoros, lembrando que o jornalismo científico também tem seu papel essencial: despertar curiosidade, informar com rigor e aproximar a ciência do cotidiano das pessoas.
Será um ano de grandes pautas, mas também de grandes responsabilidades.
Em tempos de excesso de informação, o diferencial do jornalista segue sendo o mesmo: apuração, contexto e credibilidade. Independentemente do meio — impresso, rádio, TV, podcast, portal ou redes sociais —, nossa função continua sendo servir à sociedade com informação de qualidade.
Aos colegas de profissão, deixo meu desejo sincero de um 2026 produtivo, ético e inspirador.
Que não faltem boas histórias, fontes responsáveis, tempo para apurar e coragem para publicar.
Que a notícia siga sendo ponte — nunca arma — e que o jornalismo continue cumprindo seu papel fundamental na democracia.
Que seja um grande ano para informar. E, sobretudo, para fazer Jornalismo de verdade.
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