Mas afinal o que querem as mulheres no dia 08 de março? O que querem as mulheres todos os dias?
Antes de trazer essa resposta, vamos relembrar como tudo começou.
O Dia Internacional das Mulheres teve origem no movimento operário onde aproximadamente 15 mil mulheres se uniram em uma marcha em Nova York exigindo a redução das jornadas de trabalho, salários melhores e direito ao voto. Isso aconteceu por volta de 1908.
Já em 1910 Clara Zetkin, ativista comunista e defensora dos direitos das mulheres, participou da Conferência Internacional de Mulheres e propôs a oficialização da data, porém somente em 1975 o dia foi reconhecido, quando a ONU celebrou os avanços das mulheres na sociedade, na política e na economia, expondo que suas raízes políticas significam que greves e protestos são organizados para aumentar a conscientização em relação à contínua desigualdade de gênero.
Então além das flores e abraços, queremos IGUALDADE e EQUIDADE de gênero, queremos os mesmos salários, os mesmos direitos, a mesma liberdade, queremos o fim da violência e exploração doméstica, queremos RESPEITO, queremos nosso espaço.
Não podemos permitir que o dia 08 de março, seja apenas uma data para trazer lucro para floriculturas, perfumarias e afins, o lucro que precisamos obter é a conscientização e a mudança de comportamento em relação a desigualdade de gênero presente até os dias de hoje.
Para finalizar essa reflexão, sigo respondendo à pergunta inicial do texto com uma poesia de minha autoria.
“Mas um ano é 08 de março, e não é que eu não queira flores e abraços.
Muito mais que isso eu quero meu espaço, me dê o euespaço.
Me deixe ser quem eu quero ser, e fazer o que eu quero fazer, sem que você me julgue, me aponte, me condene e diminua.
Além das flores e abraços, quero poder falar sem aumentar o tom de voz, só para conseguir o meu espaço.
Quero que você me esculte quando falo.
Quero que respeite a minha opinião e não duvide da minha decisão.
Quero poder falar quando eu quiser falar, sem que você me chame de louca.
E mais um ano é 08 de março, e mais uma vez estou falando do meu espaço.
Então talvez não queira flores e nem abraço.”
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Por Thaysa Queiroz
Bióloga, apaixonada por diversidade, inclusão e equidade.
Instagram: @thaysadebora