Mato Grosso do Sul deixou para trás a imagem de estado exclusivamente agroexportador e começou a ocupar um novo território: o da inovação. Em 2025, o Estado protagonizou a maior escalada nacional em investimentos públicos em ciência e tecnologia, avançando 11 posições e conquistando o 8º lugar no ranking brasileiro.
O dado faz parte do Índice de Inovação dos Estados, levantamento elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e com apoio de instituições como a ABDI, Finep e Sebrae Nacional.
O avanço não é um movimento isolado. Entre 2021 e 2025, Mato Grosso do Sul foi o estado que mais cresceu no ranking geral de inovação, subindo cinco posições e alcançando o 11º lugar nacional.
Esse desempenho sinaliza uma mudança estrutural no perfil econômico sul-mato-grossense, impulsionada por investimentos públicos, fortalecimento institucional e maior integração entre pesquisa, setor produtivo e empreendedorismo.
O crescimento foi consistente em diversas áreas estratégicas. Mato Grosso do Sul registrou posições relevantes em indicadores que medem a capacidade de transformar conhecimento em desenvolvimento econômico.
Entre os destaques:
- 8º lugar em capacidade de inovação, refletindo o fortalecimento do ecossistema tecnológico
- 5º lugar em instituições, indicador que mede a solidez das políticas públicas e do ambiente regulatório
- 8º lugar em empreendedorismo, demonstrando expansão de novos negócios e startups
- 8º lugar em produção científica, apontando crescimento na geração de conhecimento
- 10º lugar em competitividade global, com aumento na presença em mercados tecnológicos
Na infraestrutura voltada à inovação, o Estado avançou oito posições, alcançando o 11º lugar, evidenciando melhorias nas bases que sustentam o desenvolvimento tecnológico.

Apesar do avanço expressivo, alguns indicadores ainda revelam espaço para evolução, especialmente na formação de profissionais altamente qualificados.
Mato Grosso do Sul aparece em:
- 14º lugar em formação superior
- 16º lugar em inserção de mestres e doutores
- 15º lugar em propriedade intelectual
- 20º lugar em intensidade tecnológica e criativa
Os dados indicam que o Estado está em plena fase de consolidação de seu ecossistema de inovação, com potencial para avanços ainda mais significativos nos próximos anos.
O crescimento em inovação acompanha uma transformação mais ampla da economia sul-mato-grossense, impulsionada por setores como celulose, bioenergia, agronegócio tecnológico e indústria.
Esse novo cenário posiciona o Estado não apenas como produtor de commodities, mas como um território cada vez mais conectado à economia do conhecimento.
No ranking geral, São Paulo mantém a liderança como o estado mais inovador do Brasil, seguido por Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Ainda assim, o avanço acelerado de Mato Grosso do Sul chama atenção por representar uma das maiores evoluções proporcionais do país.
O salto no ranking sinaliza que o Estado começa a ocupar um novo espaço no mapa da inovação nacional — e a tendência é que esse movimento continue redefinindo seu papel na economia brasileira.
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